terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ainulindalë

Não é possível imaginar como seria Ainulindalë (A Música dos Ainur). Por isso, tentei postar uma imagem aproximada...
Ainulindalë foi a música que Eru (também conhecido como Ilúvatar) usou para criar tudo que existe. Essa música foi utilizada, primeiramente, para criar os Ainur, os Sagrados.
Os Ainur faziam companhia para Eru e, junto com ele, criavam a música...Sozinhos, em grupos, todos os Ainur faziam Ainulindalë. Mas apenas Eru conhecia todas as notas, todos os acordes. Os Ainur conheciam apenas partes dela...
Mas, chegou o momento em que Eru propôs uma música nova, grandiosa, para os Ainur.

"E então as vozes dos Ainur, semelhantes a harpas e alaúdes, a flautas e trombetas, a violas e órgãos, e a inúmeros coros cantando com palavras, começaram a dar forma ao tema de Ilúvatar"...

E enquanto eles produziam essa música, Eru/Ilúvatar ouvia, em silêncio.

Mas um dos Ainur, Melkor, começou a criar acordes diferentes daqueles propostos por Ilúvatar. Ele ansiava em se destacar, em fazer a mais, que os demais Ainur...Os outros desafinaram, ou começaram a cantar como ele, gerando mudanças na música original de Ilúvatar. Este ergueu a mão, e começou a dar novos contornos ao tema de Melkor.
Mas Melkor começou a forçar seu próprio tema, e teve início um embate, que fez os Ainur silenciar...Logo, haviam duas músicas tocando juntas:

"uma era profunda, vasta e bela, mas lenta e mesclada a uma tristeza incomensurável, na qual sua beleza tivera principalmente origem. A outra havia agora alcançado uma unidade própria; mas era alta, fútil e infindavelmente repetitiva; tinha pouca harmonia, antes um som uníssono e clamoroso como o de muitas trombetas soando apenas
algumas notas. E procurava abafar a outra música pela violência de sua voz, mas suas notas mais triunfais pareciam ser adotadas pela outra e entremeadas em seu próprio arranjo solene".


Quando o som já era ensurdecedor, Ilúvatar ergueu as mãos e a música cessou. E os Ainur (inclusive Melkor), foram levados a ver o que haviam criado com sua música: Arda, a Terra. E cada Ainur se reconheceu nessa criação, pois todos participaram de sua configuração. E até Melkor, num misto de vergonha e raiva, percebeu que também tivera parte nisso, e que fazia parte dos Ainur, mesmo que não gostasse ou não concordasse...

(esse texto se baseia no Silmarillion, de J.R.R. Tolkien, publicado em 1977. O Post Original, de onde retirei esse texto, é de 7 de julho de 2008)

Egbert de Wessex

Egbert, governante de Wessex, nasceu em 770 e morreu em 839. Ele é considerado o "primeiro Rei da Inglaterra", após unificar alguns dos Reinos da Heptarquia.
Filho de Ealhmund of Kent e uma mulher desconhecida, Egbert tinha uma meio-irmã Alburga, mais tarde reconhecida como santa. Alburga foi casada com um Ealdorman (uma espécie de Conde moderno) de Wiltshire que depois da morte deste tornou-se freira. Embora não se saiba a data e não haja dados, as vezes é suposto que Egbert casou-se com Redburga (ou Raedburh) provavelmente uma cunhada de Carlos Magno. Esta teoria reforça a tese do porque Egbert ter passado boa parte do tempo e ter laços fortes com a corte real dos Francos. Entretanto não há evidências da existência desta rainha.
O número de filhos de Egbert é incerto. Entretanto Ethelwulf que governou Kent, Essex, Surry e Sussex, era seu filho. Algumas versões da Crônica Anglo-Saxã dizem que Ethelstan era filho de Egbert, mas na verdade ele era seu neto.
Quando Cynewulf (Rei de Wessex antes de Egbert)foi assassinado em 786, Egbert reclamou o trono. porém Offa, rei da Mércia, apoiou Beorhtric contra Egbert. A Crônica Anglo-Saxã diz que Egbert passou três ou treze anos na França exilado por causa de Offa e Beorhtric. Na época do seu exílio, a França era governada por Carlos Magno, que mantinha uma influência dos francos na Nortúmbria e era conhecido por apoiar os inimigos de Offa no sul. Beorhtric morreu em 802 e Egbert tornou-se rei de Wessex provavelmente com o apoio de Carlos Magno e do papa. Na Mércia havia oposição a Egbert, e no dia de sua posse Hwicce (que formou um reino separado da Mércia) atacou Egbert sob a liderança de Ethelmund, um Ealdorman de Hwicce. Na batalha morreram tanto Ethelmund como Weohstan, marido de Alburga.
Em 815, Egbert devastou todos os territórios dos galeses ocidentais, que provavelmente nesta época não incluiam muito mais que a Cornualha; provavelmente desde seu reinado a Cornualha pode ser considerada sujeita a Wessex.
Em 825, Egbert derrotou Beornwulf, rei da Mércia, na batalha de Ellandun. Esta batalha determinou o fim da dominação mércia sobre o sudoeste da atual Inglaterra e Egbert tornou-se o oitavo Bretwalda e primeiro rei anglo-saxão. A crônica diz que Egbert enviou seu filho Ethelwulf a Kent com uma grande tropa e segundo esta mesma crônica, Kent, Essex, Surrey e Sussex submeteram-se a Ethelwulf. Para consolidar estas conquistas, em 827 foi fundada o reino da Inglaterra.
Em 829 o rei conquistou Mércia e Eanred, rei da Nortúmbria, o aceitou como senhor depois de recusar-se a brigar contra ele em Dore (hoje um subúrbio de Sheffield). Em 830 liderou com êxito uma expedição contra os galeses e nesse mesmo ano, Mércia reconquistou sua independência sob a regência de Wiglaf, ainda que não exista certeza sobre a origem desta independência, uma rebelião ou resultado de uma concessão de Egbert a Wiglaf. Em 836 Egbert foi derrotado pelos daneses, mas em 838 ganhou uma batalha contra eles e seus aliados, os galeses do oeste em Hingston Down na Cornualha.
Egbert morreu aproximadamente no ano de 839 e foi sepultado na antiga igreja de Winchester. Vários cofres mortuários que continham os ossos dos reis de Wessex e da Inglaterra foram transferidos a Catedral de Winchester no século XI. Durante a Guerra Civil Inglesa, os soldados parlamentáres usaram os ossos de Egbert e outros reis para quebrar as janelas da igreja. Os ossos foram recolocados em cofres. Mas é impossivel destinguí-los sem um exame forense (no momento há quatro crânios no cofre de Egbert junto a outros ossos).

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A Heptarquia Anglo-Saxã

Após a saída dos romanos da Britania, formaram-se Sete Reinos na Ilha: Sussex, Wessex, Essex, Kent, Mércia, Anglia Oriental e Nortúmbria. A eles, damos o nome de Heptarquia. Eles duraram do ano 500 até o ano 850 d.C. (observe o mapa).

Sussex: começou como um Reino, mas provavelmente foi anexado à Mércia, como Ducado. Em 825 foi dominado por Egberto de Wessex (770/839);

Wessex: surgiu juntamente com os demais Reinos, mas em 825 dominou a Mércia e Sussex, e Egberto de Wessex passou a ser o primeiro Rei de uma Inglaterra quase unificada;

Essex: um dos sete que compunham a chamada Heptarquia anglo-saxã da Inglaterra, foi fundado em torno de 500 d.C. e incluía o território dos atuais condados ingleses de Essex, Hertfordshire e Middlesex. O seu nome provém dos saxões orientais (East Saxons, daí "Essex");

Kent: foi um Estado dos jutos no sudeste da Inglaterra, um dos sete reinos tradicionais da chamada Heptarquia anglo-saxã.
As origens do reino são completamente obscuras, já que, devido a sua posição geográfica, recebeu algumas das primeiras ondas de invasões germânicas - um período histórico do qual sobreviveram poucos registros. O nome Kent, anterior aos invasores jutos, advém da tribo celta dos cantiaci, que habitava a área.

Mércia: a evolução da Mércia a partir das invasões anglo-saxãs é mais obscura do que a da Nortúmbria, de Kent e mesmo de Wessex. Conforme pesquisas arqueológicas, os anglos instalaram-se nas terras ao norte do rio Tâmisa em torno do século VI. O termo "Mércia" (Mercia em inglês) vem do inglês antigo e significa "gente da marca" ("marca" na acepção de fronteira, divisa).

Ânglia Oriental: a Ânglia Oriental (East Anglia em inglês) era um reino estabelecido pelos anglos na região hoje pertencente aos condados de Norfolk e Suffolk, na Inglaterra. Integrava a chamada Heptarquia anglo-saxã. Surgiu a partir da união do North Folk com o South Folk ("povo do norte" e "povo do sul", em inglês).

Nortúmbria: a Nortúmbria (Northumbria em inglês) era um reino anglo formado na Grã-Bretanha no início do século VII; é também o nome de um condado, bem menor em território, que sucedeu ao reino. O termo provém do limite meridional do reino, o rio Humber ("north of Humber", norte do Humber). Foi um dos sete reinos da Heptarquia anglo-saxã que deu origem à Inglaterra.

O Fim do Domínio Romano na Britania

O Imperador Septímio Severo (146 a 211) foi um dos que tentou conter as rebeliões na Britânia. Sua solução foi a de dividir a região em dois territórios: Britânia Superior (Upper Britain) e Britânia Inferior (Lower Britain). Sua solução fez com que a paz durasse cerca de um século...
Mais tarde, foi a vez do Imperador Constâncio Cloro (250 a 306) tomar providências, desta vez dividindo a Britânia em quatro partes:
1) Maxima Caesariensis (sediada em Londres);
2) Britannia Prima;
3) Flavia Caesariensis;
4) Britannia Secunda.

Mas, enquanto as rebeliões internas eram contidas, as invasões externas se mantinham: no século IV, a Britannia foi invadida por saxões e irlandeses. Muitas fortalezas foram construídas ao longo da costa, a fim de impedir essas invasões.
Esses problemas fizeram com que, aos poucos, as tropas romanas fossem saindo da Ilha e, em 409 d.C., os bretões finalmente expulsaram os romanos de seu território. Uma nova era se descortinava...

Anglos: os anglos são uma palavra inglesa moderna usada para se referir ao povo germano cujo nome deriva-se da antiga região cultural de Ânglia, um distrito localizado em Schleswig-Holstein, Alemanha. Os anglos foram um dos maiores grupos a fixar-se na Bretanha no período pós romano, fundando diversos reinos da Inglaterra Anglo-Saxõnica e instalando-se na Ânglia Oriental, Mércia e na Nortúmbria no século V d.c e seu nome é raiz do nome "Inglaterra".

Saxões: os saxões eram um povo germânico que vivia no território que é hoje o noroeste da Alemanha e o leste da Holanda. Foram mencionados pela primeira vez pelo geógrafo grego Ptolomeu que os localizou no sul da Jutlândia e no atual Schleswig-Holstein, de onde aparentemente se expandiram para sul e para oeste.

Anglo-saxões: é a denominação dada à fusão dos povos germânicos anglos, saxões e jutos que se fixaram no norte e centro da Inglaterra no século V (país que ficou a dever o seu nome a este povo).
Em relação aos saxões, podemos dizer que eram um antigo povo da Germânia, habitantes da região próxima da foz do rio Álbis (atual Elba) e correspondente à atual região de Holstein na Alemanha. O indivíduo desse povo é o saxônico, saxônio ou saxão.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O Rei Artur

Rei Artur (em inglês King Arthur) é uma figura lendária britânica que, de acordo com histórias medievais e romances, teria comandado a defesa contra os invasores saxões chegados à Grã-Bretanha no início do século VI. Os detalhes da história de Artur são compostos principalmente pelo folclore e pela literatura, e sua existência histórica é debatida e contestada por historiadores modernos. A escassez de antecedentes históricos de Artur é retratada por diversas fontes.
O lendário Artur cresce como uma figura de interesse internacional em grande parte pela popularidade do livro de Geoffrey de Monmouth, Historia Regum Britanniae (História dos Reis Britânicos). Porém, alguns contos de Gales e da Bretanha e poemas relativos a história do Rei Artur foram feitos antes deste livro; nestas obras Artur aparece como um grande guerreiro que defende a Grã Bretanha dos homens e inimigos sobrenaturais ou como uma figura fascinante do folclore, às vezes associada com o Outro Mundo, Annwn. Quanto o livro de Geoffrey de Monmouth, foi adaptado dessas obras do que inventado por ele mesmo,porque ele é desconhecido. Embora os temas, acontecimentos e personagens da lenda de Artur variem de texto pra texto e não exista uma versão totalmente comprovada, a versão de Geoffrey sobre os eventos é frequentemente usada como ponto inicial das histórias posteriores. Geoffrey descrevia Artur como um rei britânico que venceu os saxões e estabeleceu um império composto pela Grã-Bretanha, Irlanda, Islândia e Noruega. Na realidade, muitos elementos e acontecimentos que agora fazem parte da história de Artur apareceram no livro de Geoffrey, incluindo Uther Pendragon, pai de Arthur, o mago Merlim, a espada Excalibur, o nascimento de Artur em Tintagel, sua batalha final em Camlann contra Mordred em Camelot e o fim de Avalon.
Chrétien de Troyes, escritor francês do século XII que adicionou Lancelot e o Santo Graal à história, iniciou o gênero de romance arturiano que se tornou uma importante vertente da literatura medieval. Nestas histórias francesas, a narrativa foca frequentemente em troca do Rei Artur para outros personagens, como os Cavaleiros da Távola Redonda. A literatura arturiana teve sucesso durante a Idade Média, mas diminuiu nos séculos que se seguiram até ter um ressurgimento significativo no século XIX. No século XXI, as lendas continuam vivas, tanto na literatura como em adaptações para teatro, cinema, televisão, revista em quadrinhos e outras mídias.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rei_Arthur

A Britânia Romana

Há muito tempo atrás, a atual Grã-Bretanha pertencia ao Império Romano. Gregos e cartagineses já conheciam os bretões, e até chamavam aquelas ilhas de "Cassiteritas" ("Ìlhas de estanho"), devido ao comércio daquele metal. No século IV a.C., chegaram os celtas, que "dividiram" a região com os bretões.
Mas foram os romanos que conquistaram as ilhas: em 55 e em 54 a.C., Júlio César (100 a 44 a.C.) andou pela região, e derrotou o Rei Cassivelauno, dos bretões. Quase um século depois, o Imperador Cláudio (10 a.C./54 d.C.). Isso ocorreu em 43 d.C. e o Imperador ficou tão animado com a conquista, que chamou de Britânico (41 a 55 d.C.) seu filho.
Mas Cláudio morreu, sem terminar a conquista. Seu sucessor, o Imperador Nero (37 a 68 d.C.), deu continuidade a ela. Foi nessa época que os romanos enfrentaram a Rainha celta Boadicéia, uma lenda até os dias atuais. Londinium (atual Londres) foi destruída nessas batalhas. Entre setenta e oitenta mil pessoas foram mortas nessas batalhas, mas finalmente a Britânia passou a ser romana.
Em 78 d.C., já no Governo do Imperador Vespasiano (9 a 79 d.C.), os romanos chegaram a Gales e à Escócia.
Mas os romanos não ocuparam a Ilha toda. A partir de 120 d.C, o Imperador Adriano (76 a 138 d.C.) ordenou que fosse construída uma muralha, separando as terras romanas daquelas que não foram dominadas. A Muralha de Adriano marcou o extremo Norte do Império Romano, e ainda pode ser vista hoje em dia (ruínas).

Bretões: a Historia Brittonum faz parte de um conjunto de fontes latinas sobre os bretões no período da Alta Idade Média. Antes dela foram escritas The Excidio et Conquestu Brittaniae (540) e Historia Eclesiastica Gentis Anglorum (731), de Beda. A principal importância dessa obra é a de ser a primeira delas a apresentar a figura do mítico Artur, visto no relato como um guerreiro invencível. A existência de Artur não é atestada pela historiografia. Se viveu teria sido um chefe bretão vencedor de doze batalhas contra os saxões no século VI, conforme nos apresenta Nennius.

Fontes:
1 - http://pt.wikipedia.org/wiki/Brit%C3%A2nia_(prov%C3%ADncia_romana)
2 - http://www.anpuhes.hpg.ig.com.br/ensaio2.htm

sábado, 19 de junho de 2010

Sandman - Destruição

Destruição é um personagem de histórias em quadrinhos, um dos Perpétuos, família de poderosos seres descrita na revista Sandman. Extrovertido, está sempre tentando alegrar a todos (o que é exatamente o contrário que se esperaria dele) e com certeza é o mais inocente e otimista, sempre esperando que o bem prevaleça.
Por ordem de nascimento, é o irmão do meio entre os Perpétuos.
É um dos mais poderosos Perpétuos pelo fato de ser imune a qualquer tipo de poder e também por ter a capacidade de destruir qualquer ser.

ENLIL

Enlil era o deus (dingir) sumério do Ar, senhor das tempestades e outras manifestações naturais ligadas à atmosfera (raio e o trovão).
Enlil, acima de tudo, era considerado o conector entre o Céu e a Terra, sendo o responsável pelo distanciamento entre os mesmos. Era também o senhor dos ventos e do ar. Segundo os mitos, assim que nasceu, se colocou entre seu pai Anu (Céu) e sua mãe Antu/Ki (Terra), distanciando-os para sempre. Tal evento provocou um coito interrompido e uma má gestação que ocasionou no nascimento de deuses híbridos, os Utukku.
Os mitos principais de Enlil, estão relacionados com suas disputas com os meio-irmãos Enki e Ereshikigal, o casamento com Ninlil. Quando Enlil ainda era um deus jovem, se apaixonou por Ninlil, mas antes violentou-a antes do casamento. Ninlil, foi até a presença dos grande Anunnaki e pediu justiça. Os 12 grandes deuses decidiram pela morte de Enlil, então ele foi expulso de Dilmun (a casa dos deuses), para habitar com Ereshkigal em Kur-Nu-Gia "A Terra do Não-Retorno".
Porém Ninlil o amava e decidiu seguí-lo até ao submundo. A chegar diante dos três primeiros portões do reino de Ereshkigal, encontrou com seus guardiões, que na verdade eram disfarces de Enlil. Sob esses disfarces, Enlil convenceu Ninlil de que só poderia passar se lhe cedesse favores amorosos. Ninlil logo percebeu quem era e assim o fez, sendo fecundada e gerando Ashnan, Ninazu, Nergal, Ninurta e Nanna.
Durante o período em que esteve nos domínios de Ereshkigal, teve de se submeter a ela para retornar ao reino dos vivos e assim gerou com ela Namtar, o vizir da rainha infernal.
A tradução do seu nome em sumério dá precisamente «Senhor do Vento» («EN» = Senhor, Lorde; «LIL» = Vento, Ar); uma interpretação "por sentido" do nome seria «Senhor do Comando».

Enlil fazia parte dos Anunnaki (an.un.na.ki – aqueles que do céu à terra vieram) Enlil era filho do deus An (céu) e da deusa KI (terra). A terra estava sob o comando de Enki, que teria sido o primeiro da família dos Anunnaki a chegar a este lugar.

Paralelismo Bíblico

Enlil é muito associado a Yahweh – o Deus dos Hebreus
Existem duas teorias em relação à CRIAÇÃO na mitologia Suméria:
a) Enlil criou o Jardim do Éden e Enki criou o Homem
b) Enlil criou o Jardim do Éden e o Homem. Enki aperfeiçoou o Homem.

Qualquer uma das duas hipóteses faz sentido porque segundo a bíblia a criação do Éden e do Homem foi feita por Elohim que no original Hebraico significa – Deuses (no plural).
A Bíblia refere em Génesis: Façamos o homem à NOSSA imagem, conforme a NOSSA semelhança. (sugere uma pluralidade divina).
Os relatos sumérios indicam que foi Enlil que resolveu destruir os homens com um dilúvio e foi Enki quem lhe deu os planos para a construção da Arca. Segundo a Bíblia o diluvio também foi uma decisão de Yahweh.
Segundo a mitologia Suméria foi Enki quem aperfeiçoou a criação do Homem. Segundo a bíblia foi a serpente quem deu a provar do Fruto Proibido" a Eva. Ou seja com muitos defendem, tirou-lhe a inocência e ela concebeu Caim (que era filho do maligno – I João 3:12).
Um dos símbolos da casa de Enki era na realidade a serpente
Os descendentes de Abraão seguiram Yahweh / Enlil e os egípcios por outro lado eram os protegidos da Serpente - / Enki (Yahweh<)/span> referiu num dos seus mandamentos …que te tirei do Egipto, da casa da servidão… (Exodo 20)
Enlil sempre foi um deus ciumento (zeloso) mas preocupado com o seu comando. Tal como Yahweh, o Deus Zeloso que cuidou do seu povo e o protegeu e o ajudou nas batalhas.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Anunnakis & Nephilins

ANUNNAKI, ANU-NA-KI, "Os do Céu que Estão Na Terra", ou "Aqueles que Vieram do Céu para a Terra"
A história ortodoxa considera que os Anunnaki eram divindades que faziam parte do panteão sumério e acádio, entretanto o historiador e linguista, Zecharia Sitchin, especialista em traduções de tabletes cuneiformes, revela que para os sumérios e babilônios os Anunnaki eram, literalmente astronautas extraterrestres que aterrisaram na região onde se situa o Iraque, aproximadamente 450.000 anos atrás, em uma missão de mineração, que se estendeu do Oriente Médio até a África. Liderados por EA/ENKI, o "Senhor Cuja Casa é a Água", um grupo inicial de 50 Anunnaki se estabeleceu em três bases: ERIDU, EDIN e ABZU c/ o objetivo de obter ouro, em quantidade suficiente p/ sanar os problemas no ecossistema de seu planeta natal, NIBIRU. Outros Anunnaki, os IGIGI, teriam fixado bases em Marte e na nossa lua. Posteriormente uma nova equipe chegou à Terra, liderada por ENLIL, o "Senhor do Comando" e por NINTI/NINHARSAG, a "Senhora da Vida". Segundo os sumérios, o trabalho de mineração ficou comprometido por rebeliões entre os próprios Anunnaki, o que levou ENKI e NINTI, brilhantes cientistas, à interferir no ritmo evolutivo do tipo humanóide simiesco que habitava o planeta. E através de experiências de engenharia genética, foi obtido o protótipo do "Homo Sapiens", chamado pelos sumérios de ADAPA/ADAMU, o "homem primordial" ou "raça primordial". A ciência atual, considera a teoria da evolução como sendo a explicação mais provável para essas mutações, contudo os textos sumérios são interpretados por alguns como o "elo perdido" entre o evolucionismo e o criacionismo!
Os Anunnaki teriam elevado o homem da terra ao nível 'civilizado', erguendo poderosas civilizações na Mesopotâmia, América Central, Ásia e no Mediterrâneo. As provas de sua passagem pela Terra estariam espalhadas por vários lugares. Construções megalíticas, de arquitetura inusitada e perfeição matemática, como o complexo de Gizé, no Egito; os complexos piramidais de Tiahuanaco e Sacsyahuaman, na América Central; as recém descobertas ruínas submersas de Yonaguni, Japão; entre outras. Segundo os sumérios, a cada 3.600 anos o planeta NIBIRU, completa um período orbital em torno do sol e durante sua aproximação da Terra, diversos cataclismas se sucedem. Os Anunnaki, então aproveitariam essa "janela" cósmica, para retornarem à Terra;

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anunnaki

Nefilim significa "aqueles que cairam do ceu", "tirano", conforme encontrado, por exemplo, na Bíblia em 2 Reis 3:19; 19:7. Traz uma idéia de dividido, falho, queda, perdido, mentiroso. Literalmente "os que fazem os outros cair". No Dicionário de Strong são chamados de "tiranos". Em aramaico, Nephila designa a constelação de Orion, que entre os hebreus era o anjo Shemhazai (Semyaza, Samyaza, Semyaze) - conforme relatado no Livro de Enoch.
Na Bíblia, esta palavra refere-se aos heróis da antigüidade, que eram homens perversos que viveram na mesma época do relacionamento entre os "Filhos de Deus" e as "filhas dos Homens". É por isso que foram por muitas vezes considerados como sendo o resultado dessas relações, mas as Escrituras apenas dizem que eles habitavam a terra na mesma época. A maior testemunha disso é Flávio Josefo, que faz uma distinção entre os gigantes e o fruto das relações entre os "Filhos de Deus" e as "filhas dos homens", quando afirma em sua obra: "... e os grandes da terra, que se haviam casado com as filhas dos descendentes de Caim, produziram uma raça indolente que, pela confiança que depositavam na própria força, se vangloriava de calcar aos pés a justica e imitava os gigantes de que falam os gregos." (Antiguidades Judaicas). Aparece pela primeira vez em Gênesis 6 traduzido como Gigantes, na maioria das versões bíblicas.
Foi traduzido para o grego como grigori e para o latim como Gigantes como se pode verificar na Vulgata.
Os Nefilins são chamados filhos dos "filhos de Deus [ou "anjos", na LXX]". Na tradução Almeida (ALA),"filhos de Deus" se refere aos descendentes de Set, como podemos ver em Deuteronômio 14,1 e Oséias 1,10. Nessa mesma tradução o hebraico nefilím é vertido por "gigantes". Os Nefilins são descritos como "os poderosos [em hebr. hag gibborím] da Antiguidade" e os "homens de fama [ou "heróis", MC]". Segundo o relato de Gênesis 6,2, os filhos de Deus [ou descendentes de Set] tiveram filhos com as filhas dos homens [ou descendentes de Caim]. Esse acontecimento era completamente contrário ao Propósito Divino.
Diz a narrativa que Deus teria decretado um dilúvio, após a ocorrência do mesmo toda aquela sociedade humana seria destruída e o homem passaria a viver, no máximo, um período de 120 anos. Naquele momento, Deus se "arrependeu de ter criado a humanidade", somente Noé e sua família, tinha aprovação de Deus. (6:3,5-11) O relato termina com dilúvio bíblico a eliminar toda aquela sociedade humana juntamente com os Nefilins, os filhos dos filhos de Deus. Por fim, recomeça uma nova humanidade e Deus renova o Seu Propósito para com a humanidade. Segundo a tradição judaico-cristã, os genitores dos Nefilins terão desmaterializado-se, tornando-se novamente seres espirituais. São identificados ao longo da Bíblia "anjos decaídos", "espíritos impuros" ou "demônios", os quais diferem dos nephilins por referirem-se aos chamados vigilantes, uma espécie inferior de 'anjos' (segundo o Livro de Enoch), sendo tais os anjos que copularam com as filhas dos homens e engendraram esta raça híbrida.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nefilim

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Falando de Anjos

Infelizmente a história sobre os anjos é curta. Os gregos os chamavam de DAIMONES (gênio, anjo, ser sobrenatural). A palavra anjo vem do termo grego angelos que significa "Mensageiro". Os egípcios os explicaram amplamente e com detalhes, mas tudo foi perdido, queimado na época da ascensão do cristianismo primitivo do Ocidente. Hoje, o pouco que nos resta deriva dos estudos cabalísticos desenvolvidos pelos judeus, que foram os primeiro a acreditar nesta energia. O mundo cabalístico é dividido em quatro hierarquias energéticas: emanação, criação, formação e ação.
Emanação é o centro de todas as energias. Criação é o tempo e o espaço. Formação é o mundo das espécies, das coisas concretas que têm forma definida. Ação é a força pela qual cada individualidade criada, age e manifesta vida. A Formação é a categoria da qual o mundo angelical faz parte.
A palavra hebraica para anjo é Malakl, que significa "Mensageiro". As primeiras descrições sobre anjos apareceram no Antigo Testamento. A menção mais antiga de um anjo aparece em Ur, cidade do Oriente Médio, há mais de 4.000 a.C..
Em 787 d.C. definiu-se dogma somente em relação aos arcanjos: Miguel, Uriel, Gabriel e Rafael.
A auréola que circunda a cabeça dos anjos é de origem oriental. Nimbo (do latim nimbus), é o nome dado ao disco ou aura parcial que emana da cabeça das divindades. No Egito, a aura da cabeça foi atribuída ao deus solar e mais tarde na Grécia ao deus Apolo. Na iconografia cristã, o nimbo ou diadema é um reflexo da glória celeste e sua origem ou lar, o céu. As asas e halos apareceram no século I. As asas representam a rapidez com que os anjos se locomovem. Os escritos essênios, fraternidade da qual Jesus fazia parte, estão repletos de referências angelicais. No Novo Testamento, anjos apareceram nos momentos marcantes da vida de Jesus: nascimento, pregações, martírio e ressurreição. Depois da ascensão, Jesus foi colocado junto ao Anjo Metatron.

Fonte: http://www.portaldascuriosidades.com/