terça-feira, 17 de agosto de 2010

Os Ainur e Arda, a Terra.

Quando Ilúvatar apresentou aos Ainur o que criaram, eles foram surpreendidos pelos filhos de Ilúvatar, pois ele também se dedicou a criar algo, enquanto eles produziam o tema musical que criou Arda, a Terra.
Os Ainur amaram os Filhos de Ilúvatar, pois eles eram diferentes e livres. Eles eram os elfos e os homens, os Primogênitos e os Sucessores.
Melkor, o mais poderoso dos Ainur, procurou imaginar que submeter os Filhos de Ilúvatar lhes faria bem. Mas, no fundo de seu ser, sentia inveja deles, assim como sentia do próprio Ilúvatar. Ele queria ter seus próprios súditos, que se submetessem à sua vontade...
Todas as coisas em Arda deixaram os Ainur maravilhados.

"Mas de todas era a água a que mais enalteciam. E dizem os eldar que na água ainda vive o eco da Música dos Ainur mais do que em qualquer outra substância existente na Terra; e muitos dos Filhos de Ilúvatar escutam, ainda insaciados, as vozes do Oceano, sem contudo saber por que o fazem..."

Mas, quem eram os Ainur? Além de participarem da criação de Arda, muitos deles foram ali morar, e foram divididos em Valar e Maiar. Os Valar tinham poder maior e os Maiar tinham poder menor, passando a servir os primeiros.
Os Valar (masculinos) e as Valier (femininos), são: Manwë, Ulmo, Aulë, Mandos, Oromë, Lórien e Tulkas (Valar), Varda, Yavanna, Nienna, Estë, Vairë, Nessa e Vána (Valier).
Desses quatorze, oito possuem maior prestígio e, por isso, são chamados de Aratar: Manwë, Ulmo, Aulë, Mandos, Oromë, Varda, Yavanna e Nienna.

de Rollo a Guilherme, O Conquistador

Rollo (846/932) foi o chefe viking que assinou o Tratado de Saint-Clair-sur-Epte com o Rei carlos, o Simples, em 911. Por esse tratado, ele se tornou líder da Normandia, provavelmente um Duque.
Segundo a tradição feudal, os duques eram vassalos dos reis, e lhes deviam obediência. Assim, Rollo passou a ser fiel ao Rei. Ele também é identificado como Roberto I.
Por volta de 927, ele passou o título de Duque para seu filho, William I Longsword (também conhecido como Guilherme I).
Guilherme I (893/942) era filho de Rollo e Poppa, e nasceu como cristão (Rollo se convertera em 911). Seu sucessor foi seu filho, Ricardo I.
Ricardo I (933/996) era filho de Guilherme I e Sprota. Ele era um menino quando seu pai morreu, e não conseguiu impedir que Luís IV (filho do Rei Carlos, o Simples), invadisse a Normandia e o prendesse. Somente em 947 ele recuperou a Normandia. Seu sucessor foi seu filho, Ricardo II.
Ricardo II (970/1026) era filho de Ricardo I e Gunnor, assumindo o Ducado da Normandia em 996. E o filho de Ricardo II, também de nome Ricardo, foi seu sucessor.
Ricardo III (997/1027) era filho de Ricardo II e Judith. Sem casar e sem ter filhos, Ricardo III governou durante pouco tempo (cerca de sete anos) e morreu, sendo sucedido por seu irmão, Robert.
Robert I (1000/1035) era filho de Ricardo II e Judith. Assumiu o Ducado após a morte de seu irmão, em 1027 (existe a suspeita de que ele tenha matado o irmão). Seu sucessor foi seu filho, Guilherme.
Guilherme II (1028/1087) era filho de Robert I e Herleva. Quando seu pai morreu, em 1035, ele assumiu o Ducado da Normandia. Em 1053, casou com Matilda de Flandres, tendo dez filhos.

Em 1066, morreu o Rei Eduardo, o Confessor, de Wessex (um dos Reinos Ingleses), sem deixar herdeiros ou sucessores. Assim, surgiram três pretendentes ao trono:
a) Harold Godwinson, Conde de Wessex;
b) Harald III da Noruega (Harald Hardrada);
c) Guilherme II, Duque da Normandia.

Guilherme se apoiava no fato de que sua tia-avó Emma (irmã de Ricardo II) havia sido mãe do Rei Eduardo. Mas, enquanto ele contestava seu direito, foi coroado Harold Godwinson.
Como o Papa Alexandre II o apoiava, Guilherme II organizou um exército e partiu em direção à Inglaterra. Após inúmeras batalhas, Guilherme II conquistou a Inglaterra e, no Natal de 1066 foi coroado como Rei da Inglaterra. Ele passou a ser conhecido como Guilherme, o Conquistador, ou Guilherme I da Inglaterra.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Tratado de Saint-Clair-sur-Epte

O Tratato de Saint-Clair-sur-Epte foi assinado no outono de 911 entre Carlos o Simples e Rollo, líder dos Vikings, com o objetivo de assentar os normandos na Nêustria e proteger o reino de Carlos de novas invasões normandas.
Após muitas batalhas com os Vikings, Carlos percebeu que ele não conseguiria mais conter os seus avanços e decidiu como medida temporária ceder a Rollo as terras ao redor de Rouen, sob a condição de que ele deveria se converter ao Cristianismo e defender o Rio Sena de outros vikings.
No tratado, Rollo jurou lealdade a Carlos, tornando-se vassalo do rei e se convertendo ao Cristianismo. Em contrapartida, Carlos cedeu a Rollo a região do baixo Sena (correspondente hoje a Alta Normandia), localizada ao redor da cidade de Rouen, que desde então passou a se chamar Normandia. Existem controvérsias entre os historiadores se a posição de Rollo no recém criado Feudo da Normandia era de Duque ou se era equivalente a de um Conde.

Os Vikings

Para entendermos a continuação da História da Inglaterra, devemos parar e analisarmos os Vikings, povo vindo da Escandinávia, que invadiu as Ilhas Britânicas e parte do continente europeu, entre os séculos VIII e XI.

Se você observar um mapa europeu, verá que a Escandinávia fica ao norte da Grã-Bretanha. Por isso, os Vikings eram também chamados de "homens do Norte". Eles viviam na Noruega, na Suécia e na Dinamarca. Suas principais cidades eram Hedeby, Ribe, Viborg, Skara, Oslo, Birka e outras.

A sociedade Viking era dividida em jarls (nobres), karls (povo livre) e thralls (escravos de guerra ou por dívidas). Possuíam reis e rainhas.

A maior parte dos povoados Vikings eram fazendas pequenas, com entre cinqüenta e quinhentos habitantes. Nessas fazendas, a vida era comunitária, ou seja, todos deviam se ajudar mutuamente. O trabalho era dividido de acordo com as especialidades de cada um. Uns eram ferreiros, outros pescadores (os povoados sempre se desenvolviam nas proximidades de rios, lagos ou na borda de um fiorde), outros cuidavam dos rebanhos, uns eram artesãos, outros eram soldados profissionais, mas a maioria era agricultora.

As mulheres, após o casamento, mudavam para a família do marido e tinham trabalhos como cozinhar, limpar e cuidar dos necessitados. As mulheres eram obedientes, mas podiam pedir divórcio, caso houvesse motivo, já os maridos podiam ter concubinas e matar as mulheres adúlteras, mas tinham de pagar ao pai da noiva para casar. Como as famílias ensinavam os trabalhos aos filhos, muitos trabalhos eram familiares, como os stenfsmiors, que construíam barcos e com a madeira dos barcos velhos, reparavam os outros barcos.

Mas os Vikings também eram hábeis marinheiros e, com seus Drakkar ("navios dragão"), fizeram comércio e também saquearam...

Eles tinham três rotas comerciais:

1) Rota Oriental - Seguida principalmente pelos suecos, que penetraram no coração dos territórios eslavos, até Novgorod e Kiev, fundando o primeiro Estado russo.

2) Rota Ocidental (linha interna) - seguida principalmente pelos dinamarqueses, que os conduzia às costas da Escócia, da Northumbria e da Neustria.

3) Rota Ocidental (linha externa)- seguida principalmente pelos noruegueses, no qual fundaram a Islândia, Groelândia e a visita à América do Norte.

Os Vikings fizeram a primeira investida no Oeste no final do século VIII. Os primeiros relatos de invasões viking datam de 793, quando dinamarqueses ("marinheiros estrangeiros") atacaram e saquearam o famoso monastério insular de Lindisfarne, na costa Leste da Inglaterra. Eles saquearam o monastério, mataram os monges que resistiram, carregaram seus navios e retornaram à Escandinávia.
Nos 200 anos seguintes, a história Europeia encontra-se repleta de contos sobre os Vikings e suas pilhagens. O tamanho e a frequência das incursões contra a Inglaterra, França e Alemanha aumentaram ao ponto de se tornarem invasões. Eles saquearam cidades importantes como Hamburgo, Utrecht e Rouen.
Colônias foram estabelecidas como bases para futuras incursões. As colônias no Noroeste da França ficaram conhecidas como Normandia (de "homens do Norte"), e seus residentes eram chamados de normandos.
Em 865, um grande exército dinamarquês invadiu a Inglaterra. Eles controlaram a Inglaterra pelos dois séculos seguintes. Um dos últimos reis de toda a Inglaterra até 1066 foi Canuto, que governava a Dinamarca e a Noruega simultaneamente.
Em 871, uma outra grande esquadra navegou pelo Rio Sena para atacar Paris. Eles cercaram a cidade por dois anos, até abandonarem o local com um grande pagamento em dinheiro e permissão para pilhar, desimpedidos, a parte Oeste da França.
Em 911, o rei da França elevou o chefe da Normandia a Duque em troca da conversão ao Cristianismo e da interrupção das incursões.
Do Ducado da Normandia veio uma série de notáveis guerreiros como Guilherme I, que conquistou a Inglaterra em 1066; Robert Guiscard e família, que tomaram a Sicília dos árabes entre 1060 e 1091 e Balduíno I, rei cruzado de Jerusalém.
Os Vikings conquistaram a maior parte da Irlanda e grandes partes da Inglaterra, viajaram pelos rios da França, Portugal e Espanha, e ganharam controle de áreas na Rússia e na costa do Mar Báltico. Houve também invasões no Mediterrâneo e no leste do Mar Cáspio e há indícios que estiveram na costa do novo continente, fundando a efêmera colônia de Vinland, no atual Canadá.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ainulindalë

Não é possível imaginar como seria Ainulindalë (A Música dos Ainur). Por isso, tentei postar uma imagem aproximada...
Ainulindalë foi a música que Eru (também conhecido como Ilúvatar) usou para criar tudo que existe. Essa música foi utilizada, primeiramente, para criar os Ainur, os Sagrados.
Os Ainur faziam companhia para Eru e, junto com ele, criavam a música...Sozinhos, em grupos, todos os Ainur faziam Ainulindalë. Mas apenas Eru conhecia todas as notas, todos os acordes. Os Ainur conheciam apenas partes dela...
Mas, chegou o momento em que Eru propôs uma música nova, grandiosa, para os Ainur.

"E então as vozes dos Ainur, semelhantes a harpas e alaúdes, a flautas e trombetas, a violas e órgãos, e a inúmeros coros cantando com palavras, começaram a dar forma ao tema de Ilúvatar"...

E enquanto eles produziam essa música, Eru/Ilúvatar ouvia, em silêncio.

Mas um dos Ainur, Melkor, começou a criar acordes diferentes daqueles propostos por Ilúvatar. Ele ansiava em se destacar, em fazer a mais, que os demais Ainur...Os outros desafinaram, ou começaram a cantar como ele, gerando mudanças na música original de Ilúvatar. Este ergueu a mão, e começou a dar novos contornos ao tema de Melkor.
Mas Melkor começou a forçar seu próprio tema, e teve início um embate, que fez os Ainur silenciar...Logo, haviam duas músicas tocando juntas:

"uma era profunda, vasta e bela, mas lenta e mesclada a uma tristeza incomensurável, na qual sua beleza tivera principalmente origem. A outra havia agora alcançado uma unidade própria; mas era alta, fútil e infindavelmente repetitiva; tinha pouca harmonia, antes um som uníssono e clamoroso como o de muitas trombetas soando apenas
algumas notas. E procurava abafar a outra música pela violência de sua voz, mas suas notas mais triunfais pareciam ser adotadas pela outra e entremeadas em seu próprio arranjo solene".


Quando o som já era ensurdecedor, Ilúvatar ergueu as mãos e a música cessou. E os Ainur (inclusive Melkor), foram levados a ver o que haviam criado com sua música: Arda, a Terra. E cada Ainur se reconheceu nessa criação, pois todos participaram de sua configuração. E até Melkor, num misto de vergonha e raiva, percebeu que também tivera parte nisso, e que fazia parte dos Ainur, mesmo que não gostasse ou não concordasse...

(esse texto se baseia no Silmarillion, de J.R.R. Tolkien, publicado em 1977. O Post Original, de onde retirei esse texto, é de 7 de julho de 2008)

Egbert de Wessex

Egbert, governante de Wessex, nasceu em 770 e morreu em 839. Ele é considerado o "primeiro Rei da Inglaterra", após unificar alguns dos Reinos da Heptarquia.
Filho de Ealhmund of Kent e uma mulher desconhecida, Egbert tinha uma meio-irmã Alburga, mais tarde reconhecida como santa. Alburga foi casada com um Ealdorman (uma espécie de Conde moderno) de Wiltshire que depois da morte deste tornou-se freira. Embora não se saiba a data e não haja dados, as vezes é suposto que Egbert casou-se com Redburga (ou Raedburh) provavelmente uma cunhada de Carlos Magno. Esta teoria reforça a tese do porque Egbert ter passado boa parte do tempo e ter laços fortes com a corte real dos Francos. Entretanto não há evidências da existência desta rainha.
O número de filhos de Egbert é incerto. Entretanto Ethelwulf que governou Kent, Essex, Surry e Sussex, era seu filho. Algumas versões da Crônica Anglo-Saxã dizem que Ethelstan era filho de Egbert, mas na verdade ele era seu neto.
Quando Cynewulf (Rei de Wessex antes de Egbert)foi assassinado em 786, Egbert reclamou o trono. porém Offa, rei da Mércia, apoiou Beorhtric contra Egbert. A Crônica Anglo-Saxã diz que Egbert passou três ou treze anos na França exilado por causa de Offa e Beorhtric. Na época do seu exílio, a França era governada por Carlos Magno, que mantinha uma influência dos francos na Nortúmbria e era conhecido por apoiar os inimigos de Offa no sul. Beorhtric morreu em 802 e Egbert tornou-se rei de Wessex provavelmente com o apoio de Carlos Magno e do papa. Na Mércia havia oposição a Egbert, e no dia de sua posse Hwicce (que formou um reino separado da Mércia) atacou Egbert sob a liderança de Ethelmund, um Ealdorman de Hwicce. Na batalha morreram tanto Ethelmund como Weohstan, marido de Alburga.
Em 815, Egbert devastou todos os territórios dos galeses ocidentais, que provavelmente nesta época não incluiam muito mais que a Cornualha; provavelmente desde seu reinado a Cornualha pode ser considerada sujeita a Wessex.
Em 825, Egbert derrotou Beornwulf, rei da Mércia, na batalha de Ellandun. Esta batalha determinou o fim da dominação mércia sobre o sudoeste da atual Inglaterra e Egbert tornou-se o oitavo Bretwalda e primeiro rei anglo-saxão. A crônica diz que Egbert enviou seu filho Ethelwulf a Kent com uma grande tropa e segundo esta mesma crônica, Kent, Essex, Surrey e Sussex submeteram-se a Ethelwulf. Para consolidar estas conquistas, em 827 foi fundada o reino da Inglaterra.
Em 829 o rei conquistou Mércia e Eanred, rei da Nortúmbria, o aceitou como senhor depois de recusar-se a brigar contra ele em Dore (hoje um subúrbio de Sheffield). Em 830 liderou com êxito uma expedição contra os galeses e nesse mesmo ano, Mércia reconquistou sua independência sob a regência de Wiglaf, ainda que não exista certeza sobre a origem desta independência, uma rebelião ou resultado de uma concessão de Egbert a Wiglaf. Em 836 Egbert foi derrotado pelos daneses, mas em 838 ganhou uma batalha contra eles e seus aliados, os galeses do oeste em Hingston Down na Cornualha.
Egbert morreu aproximadamente no ano de 839 e foi sepultado na antiga igreja de Winchester. Vários cofres mortuários que continham os ossos dos reis de Wessex e da Inglaterra foram transferidos a Catedral de Winchester no século XI. Durante a Guerra Civil Inglesa, os soldados parlamentáres usaram os ossos de Egbert e outros reis para quebrar as janelas da igreja. Os ossos foram recolocados em cofres. Mas é impossivel destinguí-los sem um exame forense (no momento há quatro crânios no cofre de Egbert junto a outros ossos).

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A Heptarquia Anglo-Saxã

Após a saída dos romanos da Britania, formaram-se Sete Reinos na Ilha: Sussex, Wessex, Essex, Kent, Mércia, Anglia Oriental e Nortúmbria. A eles, damos o nome de Heptarquia. Eles duraram do ano 500 até o ano 850 d.C. (observe o mapa).

Sussex: começou como um Reino, mas provavelmente foi anexado à Mércia, como Ducado. Em 825 foi dominado por Egberto de Wessex (770/839);

Wessex: surgiu juntamente com os demais Reinos, mas em 825 dominou a Mércia e Sussex, e Egberto de Wessex passou a ser o primeiro Rei de uma Inglaterra quase unificada;

Essex: um dos sete que compunham a chamada Heptarquia anglo-saxã da Inglaterra, foi fundado em torno de 500 d.C. e incluía o território dos atuais condados ingleses de Essex, Hertfordshire e Middlesex. O seu nome provém dos saxões orientais (East Saxons, daí "Essex");

Kent: foi um Estado dos jutos no sudeste da Inglaterra, um dos sete reinos tradicionais da chamada Heptarquia anglo-saxã.
As origens do reino são completamente obscuras, já que, devido a sua posição geográfica, recebeu algumas das primeiras ondas de invasões germânicas - um período histórico do qual sobreviveram poucos registros. O nome Kent, anterior aos invasores jutos, advém da tribo celta dos cantiaci, que habitava a área.

Mércia: a evolução da Mércia a partir das invasões anglo-saxãs é mais obscura do que a da Nortúmbria, de Kent e mesmo de Wessex. Conforme pesquisas arqueológicas, os anglos instalaram-se nas terras ao norte do rio Tâmisa em torno do século VI. O termo "Mércia" (Mercia em inglês) vem do inglês antigo e significa "gente da marca" ("marca" na acepção de fronteira, divisa).

Ânglia Oriental: a Ânglia Oriental (East Anglia em inglês) era um reino estabelecido pelos anglos na região hoje pertencente aos condados de Norfolk e Suffolk, na Inglaterra. Integrava a chamada Heptarquia anglo-saxã. Surgiu a partir da união do North Folk com o South Folk ("povo do norte" e "povo do sul", em inglês).

Nortúmbria: a Nortúmbria (Northumbria em inglês) era um reino anglo formado na Grã-Bretanha no início do século VII; é também o nome de um condado, bem menor em território, que sucedeu ao reino. O termo provém do limite meridional do reino, o rio Humber ("north of Humber", norte do Humber). Foi um dos sete reinos da Heptarquia anglo-saxã que deu origem à Inglaterra.

O Fim do Domínio Romano na Britania

O Imperador Septímio Severo (146 a 211) foi um dos que tentou conter as rebeliões na Britânia. Sua solução foi a de dividir a região em dois territórios: Britânia Superior (Upper Britain) e Britânia Inferior (Lower Britain). Sua solução fez com que a paz durasse cerca de um século...
Mais tarde, foi a vez do Imperador Constâncio Cloro (250 a 306) tomar providências, desta vez dividindo a Britânia em quatro partes:
1) Maxima Caesariensis (sediada em Londres);
2) Britannia Prima;
3) Flavia Caesariensis;
4) Britannia Secunda.

Mas, enquanto as rebeliões internas eram contidas, as invasões externas se mantinham: no século IV, a Britannia foi invadida por saxões e irlandeses. Muitas fortalezas foram construídas ao longo da costa, a fim de impedir essas invasões.
Esses problemas fizeram com que, aos poucos, as tropas romanas fossem saindo da Ilha e, em 409 d.C., os bretões finalmente expulsaram os romanos de seu território. Uma nova era se descortinava...

Anglos: os anglos são uma palavra inglesa moderna usada para se referir ao povo germano cujo nome deriva-se da antiga região cultural de Ânglia, um distrito localizado em Schleswig-Holstein, Alemanha. Os anglos foram um dos maiores grupos a fixar-se na Bretanha no período pós romano, fundando diversos reinos da Inglaterra Anglo-Saxõnica e instalando-se na Ânglia Oriental, Mércia e na Nortúmbria no século V d.c e seu nome é raiz do nome "Inglaterra".

Saxões: os saxões eram um povo germânico que vivia no território que é hoje o noroeste da Alemanha e o leste da Holanda. Foram mencionados pela primeira vez pelo geógrafo grego Ptolomeu que os localizou no sul da Jutlândia e no atual Schleswig-Holstein, de onde aparentemente se expandiram para sul e para oeste.

Anglo-saxões: é a denominação dada à fusão dos povos germânicos anglos, saxões e jutos que se fixaram no norte e centro da Inglaterra no século V (país que ficou a dever o seu nome a este povo).
Em relação aos saxões, podemos dizer que eram um antigo povo da Germânia, habitantes da região próxima da foz do rio Álbis (atual Elba) e correspondente à atual região de Holstein na Alemanha. O indivíduo desse povo é o saxônico, saxônio ou saxão.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O Rei Artur

Rei Artur (em inglês King Arthur) é uma figura lendária britânica que, de acordo com histórias medievais e romances, teria comandado a defesa contra os invasores saxões chegados à Grã-Bretanha no início do século VI. Os detalhes da história de Artur são compostos principalmente pelo folclore e pela literatura, e sua existência histórica é debatida e contestada por historiadores modernos. A escassez de antecedentes históricos de Artur é retratada por diversas fontes.
O lendário Artur cresce como uma figura de interesse internacional em grande parte pela popularidade do livro de Geoffrey de Monmouth, Historia Regum Britanniae (História dos Reis Britânicos). Porém, alguns contos de Gales e da Bretanha e poemas relativos a história do Rei Artur foram feitos antes deste livro; nestas obras Artur aparece como um grande guerreiro que defende a Grã Bretanha dos homens e inimigos sobrenaturais ou como uma figura fascinante do folclore, às vezes associada com o Outro Mundo, Annwn. Quanto o livro de Geoffrey de Monmouth, foi adaptado dessas obras do que inventado por ele mesmo,porque ele é desconhecido. Embora os temas, acontecimentos e personagens da lenda de Artur variem de texto pra texto e não exista uma versão totalmente comprovada, a versão de Geoffrey sobre os eventos é frequentemente usada como ponto inicial das histórias posteriores. Geoffrey descrevia Artur como um rei britânico que venceu os saxões e estabeleceu um império composto pela Grã-Bretanha, Irlanda, Islândia e Noruega. Na realidade, muitos elementos e acontecimentos que agora fazem parte da história de Artur apareceram no livro de Geoffrey, incluindo Uther Pendragon, pai de Arthur, o mago Merlim, a espada Excalibur, o nascimento de Artur em Tintagel, sua batalha final em Camlann contra Mordred em Camelot e o fim de Avalon.
Chrétien de Troyes, escritor francês do século XII que adicionou Lancelot e o Santo Graal à história, iniciou o gênero de romance arturiano que se tornou uma importante vertente da literatura medieval. Nestas histórias francesas, a narrativa foca frequentemente em troca do Rei Artur para outros personagens, como os Cavaleiros da Távola Redonda. A literatura arturiana teve sucesso durante a Idade Média, mas diminuiu nos séculos que se seguiram até ter um ressurgimento significativo no século XIX. No século XXI, as lendas continuam vivas, tanto na literatura como em adaptações para teatro, cinema, televisão, revista em quadrinhos e outras mídias.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rei_Arthur

A Britânia Romana

Há muito tempo atrás, a atual Grã-Bretanha pertencia ao Império Romano. Gregos e cartagineses já conheciam os bretões, e até chamavam aquelas ilhas de "Cassiteritas" ("Ìlhas de estanho"), devido ao comércio daquele metal. No século IV a.C., chegaram os celtas, que "dividiram" a região com os bretões.
Mas foram os romanos que conquistaram as ilhas: em 55 e em 54 a.C., Júlio César (100 a 44 a.C.) andou pela região, e derrotou o Rei Cassivelauno, dos bretões. Quase um século depois, o Imperador Cláudio (10 a.C./54 d.C.). Isso ocorreu em 43 d.C. e o Imperador ficou tão animado com a conquista, que chamou de Britânico (41 a 55 d.C.) seu filho.
Mas Cláudio morreu, sem terminar a conquista. Seu sucessor, o Imperador Nero (37 a 68 d.C.), deu continuidade a ela. Foi nessa época que os romanos enfrentaram a Rainha celta Boadicéia, uma lenda até os dias atuais. Londinium (atual Londres) foi destruída nessas batalhas. Entre setenta e oitenta mil pessoas foram mortas nessas batalhas, mas finalmente a Britânia passou a ser romana.
Em 78 d.C., já no Governo do Imperador Vespasiano (9 a 79 d.C.), os romanos chegaram a Gales e à Escócia.
Mas os romanos não ocuparam a Ilha toda. A partir de 120 d.C, o Imperador Adriano (76 a 138 d.C.) ordenou que fosse construída uma muralha, separando as terras romanas daquelas que não foram dominadas. A Muralha de Adriano marcou o extremo Norte do Império Romano, e ainda pode ser vista hoje em dia (ruínas).

Bretões: a Historia Brittonum faz parte de um conjunto de fontes latinas sobre os bretões no período da Alta Idade Média. Antes dela foram escritas The Excidio et Conquestu Brittaniae (540) e Historia Eclesiastica Gentis Anglorum (731), de Beda. A principal importância dessa obra é a de ser a primeira delas a apresentar a figura do mítico Artur, visto no relato como um guerreiro invencível. A existência de Artur não é atestada pela historiografia. Se viveu teria sido um chefe bretão vencedor de doze batalhas contra os saxões no século VI, conforme nos apresenta Nennius.

Fontes:
1 - http://pt.wikipedia.org/wiki/Brit%C3%A2nia_(prov%C3%ADncia_romana)
2 - http://www.anpuhes.hpg.ig.com.br/ensaio2.htm