sábado, 14 de fevereiro de 2009

Vampiro: A Máscara


Vampiro: A Máscara é um cenário de RPG de horror pessoal, baseado no sistema Storyteller e centrado nos vampiros em um mundo Punk-Gótico. Publicado originalmente em 1991 por Mark Rein*Hagen, pela editora White Wolf, chegou a ter uma segunda edição em 1992 e uma edição revisada em 1998. O título da série A Máscara possui dois sentidos, o primeiro referindo a tentativa da Camarilla de esconder os vampiros da humanidade, de seus governantes e da mídia; o segundo sentido é usado para se referir ao esforço dos vampiros de convencer a si mesmos de que eles não são os monstros que se tornaram.
Em 1992, Vampiro: A Máscara ganhou o Origins Award por Melhores Regras de RPG de 1991. A linha do jogo foi descontinuada em 2004, e foi substituído por regras revisadas e um novo cenário em Vampire: The Requiem.
Conceito: o jogo utiliza a condição do vampiro imortal e amaldiçoado como pano de fundo para explorar temas de moralidade, depravação, a condição humana (ou a apreciação da condição humana na sua ausência), salvação e horror pessoal. A versão sombria do mundo real que os vampiros habitam forma uma fria tela na qual as histórias e os esforços dos personagens são retratados. O tema que o jogo procura transmitir inclui a retenção do senso de indivíduo do personagem, humanidade, e sanidade, como também simplesmente evitar de ser aniquilado pela oposição dos antagonistas mortais e sobrenaturais e, mais incisivamente, sobreviver as políticas, traições e por vezes ambições violentas de sua própria espécie.
A idéia central de Vampiro: A Máscara é que o jogador interprete um vampiro recém-criado, tentando sobreviver aos seus primeiros anos como um morto-vivo. O terror psicológico é muito importante para uma trama de "Vampiro", principalmente no que se refere ao aspecto de o personagem ir aos poucos se tornando um monstro, perdendo as características que o tornavam humano conforme se vê obrigado a se alimentar (e, por vezes, matar) seus antigos companheiros mortais. Assim sendo, o tema central do jogo não são batalhas nem guerras, mas sim como manter a sua "humanidade".
As lendas dos vampiros de "a Máscara" sugerem que o progenitor de todos os mortos-vivos foi Caim, o assassino bíblico de seu irmão, Abel, que teria sido amaldiçoado por Deus e condenado a caminhar eternamente sobre o mundo na forma de um vampiro condenado a beber sangue. Por solidão, Caim teria criado três outros vampiros, a chamada "Segunda Geração". Esses três, por sua vez, originaram outros 13 vampiros, a "Terceira Geração", que foram os fundadores dos 13 clãs.
Ou seja, uma hitória dramatica que se baseia na conversão da "humanidade" em algo desumano e monstruoso. O conceito "A Máscara" é dado pelo fato na existências de mortos-vivos e na sua luta constante e imortal para continuar vivo e tentar enganar a natureza imortal e para alguns manter uma cortina sobre o que realmente se passa no mundo, deste modo "A Máscara". Luta esta que se dá entre os próprios vampiros (membros), mortais (seres humanos) e outras criaturas tais como: Demonios, Anjos, Fantasmas, Fadas, Licantropos etc...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A Primeira Cidade


Nada pode superar a intriga da Primeira Cidade, e em seu dia nada poderia superar sua beleza. Até as moradas dos escravos eram feitos de um sólido mármore negro, e enfeitados com pedras preciosas. O Palácio do Medo não era diferente... era o mais espetacular... a construção mais extravagante que eu já vi; até mesmo o Templo de Salomão não poderia superar a extravagância do Palácio do Medo. Decorações de ouro enfeitavam os muros quase por completos, imensas imagens de gesso de meus irmãos, nossos Senhores, e do próprio Caim foram construídos pelos grandes artesãos de nosso tempo. Até agora eu sinto dificuldade em falar do Palácio; nós vivíamos em tal esplendor, e ainda assim atacamos aqueles que nos deram ele. Nós destruímos os Deuses da Noite simplesmente porque não podíamos compartilhar de seu poder... Mas deixe-me continuar; Estou divagando. Cinco andares. O Palácio de Ghemal possuía cinco andares. O primeiro andar era feito de mármore branco. Irad chefiava nesse andar, e seus generais muitas vezes passavam longas horas planejando a morte de nossos inimigos. Irad também mantinha o arsenal de Enoch nesse andar do palácio; toda arma imaginável naquele tempo estava à disposição para uso pelos exércitos de Caim. Estranhamente, a pedido de Zillah, Caim também ordenou a construção de um museu nesse andar. Muitos quadros imensos, grandes vasos, e todas as outras formas de ouro, prata, e pedras preciosas permaneciam no museu... Eu odiava tal visão. Tal esplendor trancado em um aposento para a alegria de uma mulher... Eu sou um bárbaro e nós trabalhávamos muito pelo alimento que comíamos e pele que vestíamos, e eu simplesmente não posso concordar com o uso do Palácio como um museu por Caim... Meu poder poderia ter usado aquela riqueza... Mas isso não importa. Diversas vezes, eu acho, que minhas emoções humanas... não estão tão mortas quanto eu pensava. Além de tudo, no primeiro andar também residia o Trono de Marfim do Julgamento - o assento de Caim. Toda noite, após o pôr do sol, ele presidia uma corte na Câmara de Marfim - uma câmara, diferente do restante do primeiro andar, que foi construída inteiramente de marfim. O poder de Caim era tal que ele podia olhar no coração de um homem e dizer se aquele homem tinha cometido erros. Nenhum falava com Caim - Ele simplesmente olhava e julgava. As penalidades eram severas, e sempre públicas. O segundo andar servia como os lares de meus irmãos exceto Saulot, e para os vampiros de Segunda Geração Irad, e Enoch. Saulot e Zillah residiam com Caim no quarto andar do palácio. Novamente, nós não vivíamos em más condições. O espaço é largo o bastante para mais de 200 refúgios, mas somente os Antediluvianos e os poucos Membros da Segunda Geração viviam aqui. Meu lar era o menor - eu não tinha necessidade de tal opulência. As poucas coisas que eu tinha em meu aposento eram todas de minha vida mortal - minhas armas, meus crânios como troféus, e um pequeno jarro com terra que eu tinha da minha tenda. Peles de todos os tipos adornavam meu refúgio - Zillah uma vez disse que ele a fazia lembrar um curtume... Os outros conquistaram grande quantidade de espaço para seus refúgios. O refúgio de Veddartha era o mais largo dos Antediluvianos... Aquele maldito Ventrue era um esnobe. Depois vinham Arikel e Malkav; eles moravam juntos em um refúgio -- são gêmeos. Um lado do refúgio era a beleza encarnada, o outro era o caos incorporado. Malkav sempre teve tais problemas, mesmo antes de Caim dar-lhe a verdade... Enoch possuía maior dos refúgios do segundo andar - o primogênito de Caim era sempre agradado, mais que o grande Irad... o refúgio do meu Senhor (Irad) não era menos chique, mas de um modo diferente. Ele pendurava as cabeças de grandes bestas, incluindo caçadores mortais, que ele tinha matado nas paredes. A arma que ele usou para abater o monstro era colocada sob a cabeça como uma lembrança. Formidáveis tapetes ficavam estendidos no chão, trançados pelos maiores tapeceiros em Enoch - eles retratavam suas grandes vitórias... Eu sentava durante horas a seus pés, escutando suas histórias, amando-o e odiando-o com a mesma paixão, apesar de definitivamente satisfeito que ele era meu Senhor... em vez de Zillah ou Enoch. Para continuar, no terceiro andar do palácio estava o grande salão do banquete. Todos os prazeres do mundo satisfeitos aqui: sexo, drogas, violência, morte... Meus irmãos e eu nos alimentávamos de mortais pendurados no teto, derramando seu sangue em um largo caldeirão, no qual nós mergulhávamos taças. Eu passava o mínimo de tempo possível aqui à visão de Irad, Zillah, e Enoch se alimentando estava além de todo o mal que eu já presenciei. Eles divertiam-se com suas vítimas, oferecendo consolo... e eles tiravam diretamente deles, pendurando-se em seus pescoços enquanto a vítima estava pendurada no teto... Somente em grandes ocasiões de banquetes que eu ficava, já que eu sabia que deixaria o Pai irritado se eu saísse, e eu não desejava sentir sua ira. O quarto andar servia como o Salão de Caim. O refúgio dele tomava o andar inteiro, exceto pelos aposentos de Zillah e Saulot. Dizem que Zillah dormia com Caim durante o dia, mas eu não posso dizer se é verdade... Nenhum de nós tinha permissão de ir ao quarto andar. Nós somente ouvíamos a risada, o som de sussurros... e os gritos de seres desconhecidos, sejam eles mortais ou algo completamente diferente. Outras estruturas importantes encontram-se na cidade de Enoch. O Templo de Lilith, que servia como um lugar de procriação, encontrado fora dos limites da cidade. O Templo nunca foi realmente dedicado a Lilith, mas Caim ordenou que assim fosse chamado. Os jardins suspensos de Malkav ficavam perto do centro de Enoch. Além disso, próximo está a Biblioteca de Brujah, um grande edifício de aprendizado. As ruas foram desenhadas por Veddartha, e as estatuárias por toda a cidade foram esculpidas por Arikel. Os fossos dos escravos, desenhados e construídos por Absimiliard, servia para colocar as pessoas conquistadas trazidas por Irad. A Poça de Zillah, repousando no início do palácio, era um portal para o futuro. Zillah foi a maior observadora na história do mundo, e usava o portal para ler atentamente o futuro e o passado de acordo com sua necessidade. A cidade tem o tamanho de pelo menos dezesseis quilômetros quadrados... Mas onde ela ficava? Ninguém sabe hoje, nem eu vou dizer; meus irmãos e irmãs não precisam se preocupar com isso. Continuando, após uma seção com Zillah na poça, Caim ordenou que um quinto andar fosse construído no palácio. Nesse andar continha somente um único aposento feito de mármore negro. No centro dele havia um grande trono, esculpido a partir de basalto. Depois de construído, Caim nos reuniu nesse andar, sentou no trono, e nos deu sua sabedoria. "Nos anos que estão por vir", ele disse, "vocês vão se levantar para controlar o mundo. Seu poder será infinito, estendendo-se pelo tempo e pelo mundo espiritual, contudo. Um dia isso acabará. O início está próximo e então eu os deixarei. Assim que eu partir não me procurem, pois na próxima vez que virem meu rosto será o fim do mundo. Esta cidade vai virar um nada, assim como a Segunda, mas vocês vão resistir. Alguns de vocês cairão, outros não. Uma vez que vocês tenham se levantado para o apogeu de poder, ficarão lá até o fim. A última cidade, Gehenna, será precedida pelo meu retorno, e o fim do mundo virá após ela". "Nesse trono", ele disse apontando, " eu sentarei para dar o julgamento final a meus Netos, suas Crias, suas Crias, suas Crias, e todas as Crias e Netos seguindo eles. Eu julgarei todos os vampiros... Os Membros serão reunidos na Gehenna, assim como as pessoas, e reinarão novamente... Mas tudo acabará, minhas Crias... Aquele Acima me mostrou o fim". Duas luas depois, Jasmine e Mohammed nos visitaram, e Absimiliard encontrou-se com Haqim... O resto é História.
A SEGUNDA GERAÇÃO

De acordo com os registros no LIVRO DE NOD, Caim teve três progênies, dois homens e uma mulher chamados Enoch (ou Ynosh) o Sábio; Irad, o Forte; e Zillah, a Bela, e estas três progênies criaram os Antediluvianos (a 3ª geração). As três primeiras gerações viveram juntas na assim chamada Primeira Cidade. Mas a verdade pode ser muito mais complicada e algumas outras crianças de Caim são especuladas. Ainda poderia haver uma quarta criança, A Velha (Crone) Lillith, que pode ser a Velha (Crone) ou outro vampiro de 1ª geração como Caim. De acordo com Os Fragmentos de Erycies, houve seis de Segunda Geração. O Livro do Clã: Toreador Revisado sugere que houve uma "1ª Geração" de dois amantes criados por Caim. Quando eles notaram que não podiam gerar filhos, eles foram embora ao sol. Caim proibiu seus nomes de serem falados, e quando o Antediluviano Nosferatu mencionou estes nomes e chamou Caim de "grande tolo", ele foi assim amaldiçoado. - de acordo com o Livro do Clã: Baali, Caim teve cinco progênies. - de acordo com o novo Storyteller's Handbook os Ravnos são descendentes de uma progênie de Caim chamado Dracian, qual é chamado Ravnos por seu clã. - Typhon, o senhor de Osíris, também pode ser um filho de Caim, mas é mais provavelmente um Antediluviano (Lasombra?).

A TERCEIRA GERAÇÃO

Os vampiros da III Geração corresponde aos chamados Antediluvianos, os fundadores de todos os 13 clãs. Alguns deles foram diablerizados (Brujah, Capadócios e Saulot) e esses trouxeram novos clãs. Há ainda linhagens que não foram criadas por esses vampiros da III Geração. Desde que Japheth é dito ter sido Abraçado pelo Cappadocius por volta de 7225 a.C. e desde que a primeira cidade humana possa ser Jericó por volta de 6000 a.C. a 8000 a.C., nós podemos dizer que os Antediluvianos foram Abraçados por volta desta época. Isso corresponde a dizer que o Antediluviano Ravnos e todos os verdadeiros Antediluvianos têm 10000 anos de idade. Outra suposição é que a Primeira Cidade foi construída por Caim por volta de 10000 a.C., antes do Grande Dilúvio e o início do Impergium [WtA], e que essa Segunda Cidade foi construída pelos Antediluvianos por volta de 8300 a.C.. O fim do Impergium em 7000 a.C. e a queda da Segunda Cidade por volta de 6000 a.C.. Conta-se que o Nictuku Vasilisa tinha o dobro da idade de Baba Yaga, que tem 7000 anos de idade. Isso pode fazer o Abraço de Absimiliard anterior a 12000 a.C.. Isto é improvável, nós devemos considerar que Vasilisa fosse Abraçado por volta de 8000 a.C.. Set/Sutekh foi abraçado provavelmente no Egito, entre 4000aC e 3000aC. Mas todos da progênie de Caim são supostos a estarem mortos nesta época, assim Set pode ter diablerizado, ou ele é mais velho que isso. Baseado em suas disciplinas de clã, nós podemos ter: - Enoch: Toreador, Malkavian, Salubri (e subseqüentemente Tremere), possivelmente alguns dos clãs orientais (este confirma do Livro do Clã Toreador que diz que talvez Enoch não tenha morrido nas mãos da terceira geração, tendo desaparecido nas Terras de Nod.) Há um forte componente mental na linhagem; todos os filhos de Enoch têm Auspícios. Eles são da linhagem dos VIDENTES. - Zillah: Nosferatu, Setite, Assamita. Furtivos e letais caçadores, todos dividem as raízes comuns de Ofuscação. Eles são da linhagem dos Caçadores. - Irad: Brujah, Cappadocian (depois Giovanni), Lasombra, Ventrue. Irad foi o general e conselheiro de Caim, e assim seus filhos nasceram ou para liderar (Lasombra, Ventrue) ou oferecer conselhos (Brujah, Capadócios). Nenhuma disciplina os unificam, embora Dominação e Fortitude sejam comuns a ambos. Eles são da linhagem dos REIS-FILÓSOFOS. - A Velha (Crone ou Lilith) Gangrel, Ravnos, Tzimisce. Uma linhagem de mutantes, seja na forma (Gangrel), imagens (Ravnos), ou carne (Tzimisce). Animalismo é sua disciplina raiz. Eles são da linhagem dos metamorfos. Mas as lendas dos clãs discordam com isso: - Ravnos foi abraçado por Dracian. - Haqim abraçou-se com o sangue do Rei e Rainha de Nod. - Malkav diz ser um irmão de Saulot e Set [CbR-M] - A linhagem Baali é dita ter sido fundada por três Antediluvianos, mas ela deve ter sido por três Matusaléns. De acordo com o LIVRO DE NOD são 13 os clãs fundados por esses Antediluvianos: Realeza (Ventrue), Besta (Gangrel), Lua (Malkaviano), Rosa (Toreador), Noite (Lasombra), Serpente (Set), Morte (Capadócios), Cura (Salubri), Instruídos (Brujah), Nômades (Ravnos), Caça (Nosferatu), Escondido (Assamitas) e Modeladores (Tzimisce).

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Caim

Caim é um personagem do Antigo Testamento da Bíblia, sendo o filho primogênito de Adão e Eva. Segundo a Bíblia, Caim teria sido um dos primeiros (não exclusivamente o primeiro) homem nascido de gravidez normal na terra, resultado das relações sexuais de Adão e Eva. Gênesis 4:1 esclarece: "O homem conheceu Eva, sua mulher; ela concebeu e deu à luz Caim, e disse: 'Adquiri um varão com a ajuda de "Deus, o Senhor" (Bíblia de Jerusalém).
Em determinada ocasião, Caim e o seu irmão mais novo Abel apresentaram ofertas a Deus. Caim apresentou frutas do solo e Abel ofereceu primícias do seu rebanho. (Gênesis 4:3, 4). A oferta de Abel teria agradado a Deus, enquanto que a de Caim não. Tudo indica que o sacrifício de Abel foi oferecido com fé, em face da declaração bíblica de que "pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício de maior valor do que Caim." (Hebreus 11:4 - Tradução do Novo Mundo), um sacrifício total. Possuído por ciúmes, Caim armou uma emboscada para seu irmão. Sugeriu a Abel que ambos fossem ao campo e, lá chegando, Caim matou seu irmão; este teria sido o primeiro homicídio da história da humanidade.
Respondendo ainda com arrogância ao ser interpelado por Deus, o Criador sentenciou-o ao banimento do solo, além de ser condenado à condição de errante pelo mundo, que parte em busca de um futuro indefinido em um deserto de homens. Caim lamentou a severidade da sua punição e mostrou ansiedade quanto à possibilidade de o assassinato de Abel ser vingado nele, mas, ainda assim, não expressou nenhum arrependimento. Jeová "estabeleceu um sinal para Caim", o signo protetor que designa a criatura de Deus, a marca do filho de Adão, para impedir que fosse morto, mas o registo não diz que esse sinal ou marca fosse colocado de algum modo no próprio Caim.
Após ter matado Abel, Caim teria partido para a "terra da Fuga (Nod ou Node), ao leste do Éden", levando consigo a sua esposa, uma anônima filha de Adão e Eva. Após o nascimento de seu filho, Henoc (Enoque), Caim empenhou-se em construir uma cidade, dando-lhe o nome do seu filho.
Para alguns, o acto da sua concepção mantém-se um enigma, uma vez que defendem o facto de Caim ser o resultado do relacionamento de Eva com a serpente.
Segundo o livro dos Jubileus, (livro apócrifo, sem autoridade reconhecida), Caim casou-se com a sua irmã Avan (Awan) e teve um filho chamado de Enoque cerca de 196 anos após Deus ter criado Adão. Quando Enoque nasceu Caim fundou a primeira cidade com o mesmo nome de seu filho, nas terras de Nod. (Jubileu 4:9) Este mesmo livro relata a morte de Caim quando o telhado da sua casa lhe caíu em cima.
Há várias especulações sobre qual seria a marca de Caim. Existe quem defenda que esta marca estaria relacionada à cor da pele de Caim (relatado em Pérola de Grande Valor), e que tenha sido ele o pai da raça negra africana. Outros defendem que seria a cor do cabelo, afirmando que teria sido ele o primeiro dos ruivos na Terra.

Vampira???


Novo ano, novas perspectivas...Após ser Neko e Elfo (neka e elfa, é claro), estreei ontem na cateegoria de vampira...Cidade do Medo ainda não me desanimou, pelo contrário...Ainda tenho chão pra caminhar ali, e experiências para ter...Foram-se os amores do passados, as esperanças de uma vida na caverna ou até mesmo nas nuvens, para a paz das trevas, da noites, da solidão negra...Agora sou daquele grupo que surgiu com Caim, que anda pelas trevas e vê as estrelas apenas como um pálido reflexo do Sol...Nunca mais os elfos drows em seus subterrâneos ou em cima de árvores, nunca mais a Rainha Christ e o Rei Djalma, nunca mais elfos e elfas...Agora, sou do Grupo de Spk e Leonora, e espero poder conhecer mais membros...Não digo que vamos ser felizes, pois felicidade não é sentimento de vampiro...Acho que vou começar a conhecer um pouco mais do vampirismo...Volto em breve...

Crônica de Caim

O livro de Nod explica que a origem dos vampiros está diretamente ligada ao mito judaico-cristão de Caim e Abel. Diz-se que Caim, após a morte de Abel, fora amaldiçoado por Deus e se refugiado no país de Nod, onde ficara sob os cuidados de Lilith (a "primeira mulher" expulsa do paraíso por não se subjugar aos desígnios de Deus). Discute-se que ela fora a responsável pelo despertar de Caim, o abraçando e lhe dando de seu sangue para beber, fazendo cair em um profundo abismo. Em meio à escuridão, Caim recebera a presença de vários anjos de Deus exigindo que ele pedisse perdão a Deus. Certo de suas convicções, Caim preferiu sofrer as punições conferidas pelos anjos a postar-se perante Ele. Por esta razão fora condenado vagar eternamente pela Terra sempre temendo a luz e principalmente ao Sol. Diferente do que podia se esperar, Caim sobreviveu a tudo isso, graças em parte à Lilith, que lhe ensinou aquilo que ficou conhecido como Disciplinas vampíricas e lhe deu conforto e amor (discute-se ainda se Lilith na verdade não apenas apresentou a Caim seus verdadeiros dons, ou seja, às esferas de magia). Após isso, Caim se rebelou contra Lilith, por não querer mais obedecer-lhe, e foi viver sozinho. Conta-se que nesse meio tempo ele teria conhecido outros seres mágicos, tais como Licantropos, Fadas, Demônios, etc. até encontrar seu primeiro amor, Zillah. Nesta época ele encontrou também Crone, pessoa que o colocou sob um Laço de Sangue e ensinou-lhe o Abraço. Caim permaneceu sobre tal Laço por um ano e um dia, até atravessar Crone com uma estaca de madeira (ela foi deixada na esperança de que o Sol a dizimasse). Só então aconteceu a criação da Primeira Cidade. Em sua solidão, Caim construiu uma cidade, batizada de "A Primeira Grande Cidade", chamada de Enoch, e gerando três progênies, dando parte de seu sangue para eles. Estes vampiros de Segunda geração (Caim foi o primeira) tinham que beber sangue mortal de tempos em tempos para manter vivo o poder do sangue de Caim. Os três vampiros geraram outros, os de terceira geração (os 13 Antediluvianos), que precisaram beber sangue mortal com mais constância que os de segunda. Caim ordenou a todos que parassem as procriações, pois realmente acreditava que isso era uma maldição. E assim foi, durante um grande tempo, até que um dia veio o Dilúvio que acabou com grande parte da "Primeira Grande Cidade" e, supõe seque os vampiros de terceira geração tenham se revoltado e tenham caçados os vampiros de segunda geração, matando-os um a um. Os anciões já estavam bem protegidos em seus esconderijos, pois haviam aprendido a cautela. Mas já os filhos que haviam criado suas próprias cidades e proles, e foram eles que morreram na violenta maré de guerra. A guerra foi tão absoluta, que daquela geração não restou ninguém para relatar sua história. Ondas de carne mortal foram enviadas através dos continentes. Para esmagar e queimar as cidades da família. Os mortais pensaram estarem lutando suas próprias guerras, mas era por nós que derramavam o seu sangue. Depois que essa guerra acabou, todos da família esconderam-se uns dos outros, e dos humanos que os cercavam. Estes, então, começaram a gerar outros vampiros, que consequentemente geraram outros, mas com mais dificuldade, uma vez que o sangue de Caim ia se diluindo conforme as gerações iam passando. Chegou um ponto que o sangue vampírico não substituía mais o sangue mortal, e foi preciso retirar todo o sangue da pessoa que fosse pretendente à maldição, antes de dar-lhe o sangue Bestial. Hoje encontramos vampiros de até décima quinta geração, que por terem o sangue distante demais de Caim não podem passar a maldição adiante. Esta é uma outra teoria, com uma aceitação mínima, principalmente porque quase ninguém tem conhecimento dela, devido aos seus segredos terem se perdido no tempo. E escondidos ainda permanecemos, pois a Jyhad continua...

sábado, 15 de novembro de 2008

1 - Criando Personagem


Qual é o início de um RP? A construção de um personagem, dirão muitos...Mas, para construir um personagem, não é tão simples e nem tão difícil, como parece.No caso dos Elfos Negros, você deverá pensar, antes de tudo, no que é um ELFO.
No D&D (Dungeons and Dragons), os elfos são descritos assim: "os elfos caminham livremente nas terras dos humanos. Eles sempre são bem vindos, mas nunca se sentem realmente em casa. A raça é famosa pela poesia, dança,música, cultura e artes mágicas. Os elfos valorizam as coisas naturais e a belezasimples. No entanto, quando existem ameaças contra seus lares nas florestas, elesrevelam um aspecto militarizado, demonstrando uma eficácia incrível com espadas, arcos e estratégias de batalha.
Personalidade: Os elfos preferem a serenidade à agitação e a raça costuma ceder mais à curiosidade do que à cobiça. Em função de sua longevidade, eles tendem a desenvolver uma perspectiva mais ampla dos eventos, tornando-se distantes e indiferentes às casualidades sem importância. No entanto, quando se dedicam a alcançar um objetivo, seja uma missão aventureira ou o estudo de uma nova perícia ou arte, são perseverantes e implacáveis. Os elfos hesitam em criar vínculos de amizade ou inimizade, mas são ainda mais reticentes em esquecê-los. Eles respondemaos pequenos insultos com desdém e aos grandes com vingança.
P.S.: o D&D também descreve os elfos como tendo entre 1,40 e 1,70m de altura, bem como entre 40 e 65 kg. Mas, como nosso caso é diferente, não usamos esse detalhe.
No Silmarillion, obra criada por J. R. R. Tolkien, os elfos são descritos de outra forma: "Diz-se que, no momento em que Varda encerrou seus trabalhos, e eles foram demorados, quando Menelmacar foi subindo pelo céu, e a chama azul de Helluin cintilou nas névoas acimados limites do mundo, nessa hora os Filhos da Terra despertaram, os Primogênitos de Ilúvatar.Perto da lagoa de Cuiviénen, a Água do Despertar, iluminados pelas estrelas, eles acordaram do sono de Ilúvatar. E enquanto permaneciam, ainda em silêncio, junto a Cuiviénen, seus olhos contemplaram antes de mais nada as estrelas dos céus. Por isso, eles sempre amaram o brilho das estrelas, e reverenciam Varda Elentãri mais do que qualquer outro Vala."
E mais adiante: "Muito tempo viveram eles em seu primeiro lar junto à água, à luz das estrelas, e caminhavam pela Terra maravilhados. E começaram a criar a fala e a dar nomes a todas as coisas que percebiam. A si mesmos, chamaram quendi, querendo dizer adueles que falam com vozes. Pois até então não haviam conhecido nenhum outro ser vivo que falasse ou cantasse."
Há um outro trecho do Silmarillion, que pode nos ajudar a compor o personagem: "Já os outros Ainur contemplaram essa habitação instalada nos vastos espaços do Universo, queos elfos chamam de Arda, a Terra; e seus corações se alegraram com a luz, e seus olhos,enxergando muitas cores, se encheram de contentamento; porém, o bramido do oceano lhes trouxe muita inquietação. E observaram os ventos e o ar, e as matérias das quais Arda era feita: de ferro, pedra, prata, ouro e muitas substâncias. Mas de todas era a água a que mais enalteciam. E dizem os eldar que na água ainda vive o eco da Música dos Ainur mais do que em qualquer outra substância existente na Terra; e muitos dos Filhos de Ilúvatar escutam, ainda insaciados, as vozes do Oceano, sem contudo saber por que o fazem."
Agora, vamos resumir os pontos que podemos utilizar, para compor nosso personagem:
1 - "nunca se sentem em casa";
2 - "gostam de poesia, dança, música, cultura e artes mágicas"
3 - "valorizam a beleza natural e as coisas simples"
4 - "possuem eficácia incrível com espadas, arcos e estratégias de batalha."
5 - "são serenos e curiosos"
6 - "são distantes e indiferentes"
7 - "são perseverantes e implacáveis"
8 - "difíceis para criar laços de amizade ou pactos, e sabem ser vingativos"
9 - "amam o brilho das estrelas e o som da água e do oceano"
10 - "chamam a si próprios de quendi ("aqueles que falam com vozes")

Com esses dez itens, já começamos a "imaginar" como será nosso personagem...No próximo capítulo, iremos falar sobre as divisões dos elfos.

Mudanças...


Afff!!!!! Cada vez que eu penso que "agora sossego", acontece nova mudança em minha vida! Só para vocês terem uma idéia, já fui Neko em Lendas Urbanas, Elfo em Seljonay, depois fui para Zardoz, já como Arquimaga, virei Rainha, fui pra Nigromante, deixei de ser Rainha, voltei a ser Arquimaga, agora saí de Nigromante e estou em Cidade do Medo, novamente como RP Staff. Namorei o Friendly, separei dele, namoro o Azkaban, mas ele tá sumido há mais de uma semana...Tinha uma casa élfica, desmontei toda ela e agora tenho uma casa toda branca, linda...Mas, por outro lado, essas mudanças sao sinal de que "rolam as pedras" em Second Life!
Essa foto aí ao lado foi tirada há alguns minutos, para que vocês possam saber como estou agora! Ruiva, como sempre, com olhos sonhadores e românticos, como sempre! Talvez um pouco mais duros, porque a vida nos coloca frente a frente com pessoas que nos magoam!
Fui acusada de traição, por querer ajudar a movimentar mais o meu grupo, e por pessoas que se diziam minhas amigas! Mas não faz mal! Quero distância dessas pessoas e já as tirei da minha lista! Se for pra ter gente falsa em nosso círculo de amizades, melhor não ter, não é mesmo?Então, bola pra frente, e vamos nos dedicar à essa nova fase, que é a de ser RP Staff em Cidade do Medo! O próximo post é cópia do que eu passei aos elfos, hoje cedo.....Bjs!!!!

domingo, 19 de outubro de 2008

Marguerite Nikolaidis

Nas distantes florestas de Lisarb, vivia uma família de elfos, afastados de seu povo, porque seu casamento não era aceito pelos demais...Narmohtar, o pai, era um drow que vivera sempre afastado dos outros, porque não gostava da selvageria de sua tribo (ele tinha sido criado por um eladrin, e tinha certa aversão a alguns costumes dos seus). Nörevendë, a mãe, era uma eladrin, e foi expulsa de casa, porque seus pais não admitiam que ela gostasse de um drow...Assim, essa família tinha certa revolta, por não serem aceitos...Mas, o amor que os unia acabava sendo maior: o pai caçava e fazia suas magias, e a mãe fazia lindos cristais, em formas de flores, para enfeitar a casa deles.
Esse amor foi abençoado, quando nasceu a filha do casal, Marguerite Nikolaidis, uma elfa eladrin firre, de cabelos vermelhos e gestos decididos, mas amante das artes e da vida, como a mãe...
Marguerite teve sempre dois elfos dedicados, que lhe deram toda a cultura dos eladrins, que era mais forte naquele lar, que a dos drows...E Marg amava demais os seus pais, pois eles sempre estiveram presentes em sua formação...
Mas, um dia, a tragédia se abateu sobre aquela família, pois os drows ficaram sabendo da existência de um "rnegado", e não perdoaram, invadindo tudo. Narmohtar colocou sua mulher e sua filha num barco, e ficou sozinho, enfrentando os drows...O barco deslizou por dias, até chegar a um lugar, onde elfos-anjos o socorreram...Nörevendë e Marguerite ficaram tempos sem falar, traumatizadas com o que tinha ocorrido. O tempo foi passando, e as duas foram se conformando, acreditando que o pai tinha morrido. Muito tempo se passou, e Nörevendë começou a se envolver com o elfo-anjo que a salvou. No início, Marguerite ficou revoltada, mas depois compreendeu que a mãe iria morrer, se não pudesse ser consolada, e que o amor por seu pai seria eterno...Assim, aceitou o casamento da mãe com o elfo Carmacil...E logo nasceu sua irmãzinha, Endora Vita. Apesar de todo o sofrimento, Marguerite conseguiu sorrir, quando viu os olhinhos de sua meia-irmã, sorrindo para ela...As duas cresceram praticamente juntas e, quando se tornaram adultas, decidiram sair pelo mundo, conhecendo-o. Marguerite, sendo a mais velha, e tendo sangue drow nas veias, tornou-se uma espécie de guardiã da irmã, principalmente depois que chegaram a Nigromante...
Esse lugar causou estranheza às irmãs, que nunca tinham visto, elfo-s-anjos, eladrins e drows convivendo. Por isso, resolveram ficar...Nessa altura, Marguerite já era noiva do elfo eladrin Azkaban Slade, e seus irmãos viviam todos por ali...Mas Marguerite ainda tem um certo "trauma" dos drows, pois lembra o que eles fizeram com seu pai...
Marguerite é uma elfa decidida, que não abaixa a cabeça e não aceita injustiças, que protege e ajuda sempre que pode, mas que não admite certas brincadeiras. Guarda uma mágoa em seu coração, pela morte do pai, mas compensa isso amando a natureza, a música, a água, as artes...Seu noivo é um artista, e ela não podia ter achado melhor...Mas seus melhores amigos são o druida Friendly Galli e, por incrível que pareça, o drow Psichoteto Aeon. Seus protetores são os tios Ursula Faulkes, Namaste Korobase e Victtoria Rossini, todos parentes de seus pais (a mãe, o pai e o padrasto).



Voltando das Brumas...


Puxa....Fazia tempo que eu não vinha aqui, não é mesmo? Mas, também...Muita água passou por baixo dessa ponte...Saímos de Zardoz, e viemos para Nigromante. Depois, a Isa saiu do cargo de Rainha, eu ocupei esse cargo por um tempo, e agora a Rainha é a Úrsula, como deveria ter sido desde o início. Pena que muitas amizades se desfizeram, e muito stress rolou, nesse meio tempo...Agora, acho que as coisas irão calmar...
Mas minha vida pessoal também deu voltas: eu era namorada do Friendly, e hoje sou noiva do Azkaban Slade, esse que está comigo na foto. Ele é um amor de pessoa!!! Mas ainda tenho grande amizade pelo Fri, e ele tm pela ex dele, a Lígia! Gente civilizada é outra coisa, hihihihihihi!
Agora, pretendo começar outras "séries" aqui, em substituição ao "88 Ilhas" e ao "Diário de Uma Aventureira Solitária". Afinal de contas, acredito que não continuei, porque perdi a graça nelas. Deram o que tinham que dar. Acho que vou lançar duas novas. Uma será sobre minha vida, minhas aventuras no SL, etc. E a outra, sobre o RP em Nigromante, ou seja lá onde eu for...Já sou Level 5 lá, mas ainda não fiz RP com ninguém...Acho que tenho que criar minha crônica pessoal, antes...Então, vou lá...Bjs!!!