segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Hierarquia Celestial

Alguns Papas da Igreja distinguiram três grupos divididos em três hierarquias, e cada hierarquia em três coros:

• Os Serafins, os Querubins e os Tronos

• As Dominações, as Virtudes e as Potestades

• Os Principados, os Arcanjos e os Anjos

A distinção dos anjos em nove coros, agrupados em três hierarquias diferentes, mesmo que não conste explicitamente na Revelação, é de crença geral.

Essa distinção é feita em relação a Deus, na condução geral do mundo, ou na condução particular dos Estados, das companhias e das pessoas.

Os três coros da primeira hierarquia, glorificam a Deus, como diz a Sagrada Escritura:

"Vi o Senhor sentado sobre um alto e elevado trono... Os Serafins estavam por sobre o trono... clamavam um ao outro e diziam:

Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos (Is. 6, 1-3). "O Senhor reina... está sentado sobre querubins" (Sl. 98, 1).

Os três coros inferiores aos acima enunciados estão relacionados com a conduta geral do universo. E os três últimos Coros dizem respeito a conduta particular dos Países, das instituições e das pessoas.

– Os 9 Coros Angélicos, agrupados em três hierarquias

Serafins — do grego "séraph", abrasar, queimar, consumir. Assistem ante o trono de Deus* e é seu privilégio estar unidos a Deus de maneira mais íntima, nos ardores da caridade.

Querubins — do hebraico "chérub", que São Jerônimo e Santo Agostinho interpretam como "plenitude de sabedoria e ciência". Assistem também ante o trono de Deus, e é seu privilégio ver a verdade de um modo superior a todos os outros Anjos que estão abaixo deles.

Tronos — algumas vezes são chamados "Sedes Dei", (Sejas de Deus). Também assistem ante o trono de Deus, e é sua missão assistir aos Anjos inferiores na proporção necessária.

Dominações — São assim chamados porque dominam sobre todas as ordens angelicais encarregadas de executar a vontade de Deus. Distribuem aos Anjos inferiores suas funções e seus ministérios.

Potestades — ou "condutores da ordem sagrada", executam as grandes ações que tocam no governo universal do mundo e da Igreja, operando para isso prodígios e milagres extraordinários.

Virtudes — cujo nome significa "força", são encarregados de eliminar os obstáculos que se opõem ao cumprimento das ordens de Deus, afastando os anjos maus que assediam as nações para desviá-las de seu fim, e mantendo assim as criaturas e a ordem da Divina Providência.

Principados — Como seu nome indica, estão revestidos de uma autoridade especial: são os que presidem os reinos, as províncias, e as dioceses; são assim denominados pelo motivo de que sua ação é mais extensa e universal.

Arcanjos — São enviados por Deus em missões de maior importância junto aos homens.

Anjos — Os que têm a guarda de cada pessoa em particular, para desviá-la do mal e encaminhá-la ao bem, defendê-la contra seus inimigos visíveis e invisíveis, e conduzi-la ao caminho da salvação. Velam por sua vida espiritual e corporal e, a cada instante, enviam as luzes, forças e graças que necessitam.

(*) "Assistir" ante o trono de Deus tem dois significados: um é quando recebem Suas ordens; quando Lhe oferecem as orações, boa obras e votos dos mortais; quando defendem contra os demônios as causas das pessoas no Tribunal Supremo; quando fixam seu olhar nos raios da luz divina para perceber as delícias inefáveis que constituem sua felicidade. "Neste último sentido, todos os Anjos, sem excetuar nenhum, são "assistentes diante de Deus", porque todos gozam, sem interrupção, da Visão Beatífica, inclusive quando se ocupam do desempenho de alguma missão no governo do mundo. Porém, em outro sentido estrito, a expressão "assistir ante o trono de Deus designa os Anjos da primeira hierarquia, e que não podem ser empregados nos ministérios exteriores" (cfr. Corn. A Lapide, in Tob. XII, 15; apud Mons. Gaume, Tratado del Espíritu Santo, Granada, Imp. Y Lib. Española de D. José Lopez Guevara, 1877, p. 137 ).

Retirado de: http://www.starnews2001.com.br/

Os Sete Arcanjos

Cada Arcanjo rege um dia da semana e uma virtude.

Escolha a vela que simboliza o Arcanjo e unte com óleo.
Acenda a vela ao lado de um copo de água e um incenso, em seguida, após acesa a vela, leia o Salmo 91 de David.

Domingo
Vela laranja, simbolizando o Sol e o Arcanjo Miguel. É o Guardião da Paz, e da harmonia. Traz sabedoria, defende-nos do mal.

Segunda-feira
Vela branca, simbolizando a Lua e o Arcanjo Gabriel. É o Arcanjo da Esperança, da Revelação. É evocado para a vida emocional, para os relacionamentos. Para o psiquismo e intuição.

Terça-feira
Vela vermelha, simbolizando Marte e o arcanjo Samael. É o Arcanjo da Justiça. Para obter coragem e vitalidade.

Quarta-feira
Vela verde, simbolizando o Arcanjo Rafael. É o Arcanjo do Corpo Físico e da Saúde. Evocado para cura.

Quinta-feira
Vela azul, simbolizando Júpiter e o Arcanjo Zadquiel. É o Arcanjo da Misericórdia Divina, pra pedir perdão e perdoar.

Sexta-feira
Vela rosa, simbolizando Vênus e o Arcanjo Anael. É o Arcanjo do Amor Incondicional.

Sábado
Vela violeta, simbolizando Saturno e os Arcanjos Uriel e Metatron. Uriel é o Arcanjo da Transformação, é o Guardião da Mente, evocado também para questões de trabalho. Metraton é o Anjo da Nova Era, o Anjo Libertador.

Como disse Santo Agostinho: “Toda a coisa visível neste Mundo, está sob a responsabilidade de um Anjo. ”

Retirado de: www.magiazen.com.br/

domingo, 20 de dezembro de 2009

Os Sete Spenta Amesha

O número sete possui diversos simbolismos (Sete Pecados Capitais, Sete Virtudes, Sete Cores do Arco-Íris, Sete Maravilhas do Mundo, Sete Continentes, etc.), e esse simbolismo vem de muito longe, da época em que as civilizações engatinhavam...
Se você percebeu, no post anterior, os "sete seres" que são descritos no Zoroastrismo ou Masdeísmo são anjos, sete, para ser mais exata. Vamos saber um pouco mais deles:

Spenta Mainyu (Spenamino, Hormazd) significa “o espírito criativo santamente”, ele é o espírito de Ahura Mazda, ativo no mundo. Tem a autoridade sobre seres humanos. É o deus da vida e luz e bens personificados no mundo e nos povos. Mais tarde, tornou-se identificado com Ormazd, quando Ahura Mazda (nome sinônimo com Ormazd) se tornou conhecido como Zurvan.

Os "anjos" que acompanham Spenta Mainyu são os Amesha Spenta. Cada Amesha Spenta personifica um atributo de Ahura Mazda assim como uma virtude humana.

* Os Amesha Spentas masculinos presidem elementos masculinos: Fogo (Asha Vahishta), Metais (Khshathra Vairya) e Animais (Vohu Manah);
* Os Amesha Spentas femininos presidem elementos femininos: Terra (Spenta Armaiti), Água (Haurvatat) e Vegetação (Ameretat).

Vohu Manah é a “boa mente, inteligência e bom pensamento”, representa a sabedoria de distinção e o pensamento completo exigidos conduzindo uma vida útil. É o gerador de bons pensamentos, de boas palavras e de boas ações. É dado a liberdade a escolher entre bens e o mal, e a responsabilidade colher as conseqüências. É o princípio intelectual e era o primeiro Amesha Spenta criado por Ahura Mazda, e senta-se à sua direita. É o Amesha Spenta dos Animais.

Asha Vahishta significa a “verdade e justiça”, é a divina Lei - ele personifica a retidão, a verdade, a ordem, a justiça e o progresso. É a lei universal da precisão íntegro. Cada Zoroastrista esforça-se para seguir o trajeto de Asha em seu sentido espiritual mais elevado e mais profundo. Asha é a personificação da “maioria da verdade íntegra”. Foi o segundo Amesha Spenta a ser criado e é o Amesha Spenta do Fogo.

O “poder íntegro” de Khshathra Vairya denotam o estabelecimento da paz. É escolhida por povos livres e sábios como sua ordem ideal no espírito e na matéria. É a autoridade divina. É democracia na mente e no corpo, no pensamento, nas palavras e nas ações em cada atividade social. Simboliza o auto-controle para incluir seus desejos e órgãos sensoriais da estimulação por objetos do sentido assim como a boa autoridade que arrumadores na prosperidade e no reino de deus. É o Amesha Spenta do Céu (Ar) e dos Metais.

Spenta Armaiti significa “a serenidade santa, devoção” igualmente significa a tranquilidade, conformidade santa. É paz e prosperidade. É uma deusa da terra e da fertilidade e filha de Ahura Mazda. Era o quarto Amesha Spenta criado. Personifica a devoção santamente e a obediência íntegro, e igualmente a humildade, fé, devoção, devoto, e assim por diante. É Amesha Spenta da Terra.

Haurvatat significa o “a integridade, a saúde e a conclusão”. É o processo de aperfeiçoamento e a conclusão final de nossa evolução material e espiritual. É o Amesha Spenta que preside sobre a Água e é a personificação da perfeição. Guarda as naturezas espirituais e físicas da água, e traz a prosperidade e a saúde.

Ameretat significa “Imortalidade”. Junto com Haurvatat, é o objetivo último e representa a conclusão de nosso desenvolvimento evolucionário e a realização final de nossa vida na terra. É associada com as plantas. Personifica a imortalidade e governa os aspectos físicos e espirituais da vida eterna como são simbolizadas nas plantas.

Você deve estar se perguntando o porquê desse texto...Você já leu sobre Ahura Masda no livro dos Anjos? E sobre os sete Primi?

Zaratustra

Zaratustra ou Zoroastro, foi um profeta persa que nasceu por volta do Século VII a.C. Ele teria nascido nas proximidades do Mar de Aral, e quando nasceu sorriu, ao invés de chorar...Seu pai se chamava Pourushaspa e sua mãe era Dugdav.
Ainda na infância, um sacerdote ordenou ao pai de Zaratustra que ele matasse a criança, pois o riso, segundo ele, era sinal de que os deuses estavam furiosos. Mesmo contrariado, o pai obedeceu as ordens e fez uma fogueira para jogar o menino, mas nada lhe aconteceu...Em seguida, o sacerdote ordenou que a criança fosse colocada na frente de um estouro de boiada. Mas quando os bois chegaram perto do bebê, desviaram. Em seguida, o sacerdote ordenou que a criança fosse colocada na toca de um lobo. Mas o lobo protegeu a criança até sua mãe vir pegá-lo. O sacerdote, envergonhado, mudou de vila...O tempo passou, e Zaratustra cresceu...

Um dia Zaratustra estava meditando às margens de um rio quando um ser estranho lhe apareceu. Ele era indescritível, tal a sua beleza e brilho. Zaratustra perguntou-lhe quem era ele, ao que teve como resposta: "Sou Vohu Mano, a Boa Mente. Vim lhe buscar". E tomou-lhe a mão, e o levou para um lugar muito bonito, onde sete outros seres os esperavam.
A Boa Mente disse-lhe então: "Zaratustra, se você quiser pode encontrar em você mesmo todas as respostas que tanto busca, e também questões mais interessantes ainda. Ahura Mazda, Deus que tudo cria e sustenta, assim escolheu partilhar a sua divindade com os seres que cria. Agora, sabendo disso, você pode anunciar essa mensagem libertadora a todas as pessoas.”

Mas os sacerdotes locais não gostaram dessa novidade, e decidiram que deveriam matar Zaratustra. Com sua boa mente ele entendeu que tinha que sair dali por uns tempos. Chamou seus vinte e dois companheiros e companheiras de primeira hora e fugiram com tudo o que tinham. Eles viajaram durante várias semanas até chegarem a um lugar cujo governante chamava-se Vishtaspa. Zaratustra procurou Vishtaspa e partilhou com ele a sua descoberta.

Mas levou muito tempo, mais de dois anos, para que Zaratustra fizesse com que Vishtaspa não só compreendesse como também aceitasse as suas idéias...

Logo em seguida, a corte real seguiu os passos do rei e, mais tarde, o Masdeísmo chegou a ser a religião oficial da Pérsia. No império dos reis Sassânidas, principalmente no de Ardashir (227 a.C.).

Na doutrina zaratustriana, antes de o mundo existir, reinavam dois espíritos ou princípios antagônicos: os espíritos do Bem (Ahura Mazda, Spenta Mainyu, ou Ormuz) e do Mal (Angra Mainyu ou Arimã).

Divindades menores, gênios e espíritos ajudavam Ormuz a governar o mundo e a combater Arimã e a legião do mal. Entre as divindades auxiliares, como consta no Avesta a mais importante era Mithra, um deus benéfico que exercia funções de juiz das almas. No final do século III d.C, a religião de Mithra fundiu-se com cultos solares de procedência oriental, configurando-se no culto do Sol.

Arimã é representado como uma serpente. Criador de tudo que há de ruim (crime, mentira, dor, secas, trevas, doenças, pecados, entre outros), ele é o espírito hostil, destruidor, que vive no deserto entre sombras eternas.

Ahura Mazda é representado também como o divino Lavrador, o que mostra o enraizamento do culto na civilização agrícola, na qual o cultivo da terra era um dever sagrado. No plano cosmológico, contudo, ele é o criador do universo e da raça humana, com poderes para sustentar e prover todos os seres, na luz e na glória supremas.

A doutrina de Zaratustra é escatológica. De acordo com os seus preceitos, o mundo duraria doze mil anos. No fim de nove mil anos, ocorreria a segunda vinda de Zaratustra como um sinal e uma promessa de redenção final dos bons. Isso seria seguido do nascimento miraculoso do Saoshyant, equivalente ao Messias hebreu, cuja missão seria aperfeiçoar os bons para o fim do mundo, da história humana, enfim, para a vitória do Bem sobre as forças do Mal. A cada mil anos viria um profeta/messias (Saoshyant).
Assim, nos últimos três milênios, três Saoshyant preparariam a completude do grande ano cósmico. É neste sentido que Nietzsche menciona Zaratustra como aquele que compreendeu a História em toda a sua completude. Cada série de desenvolvimento da História seria presidida por um profeta, que teria seu hazar, seu reino de mil anos. O Zaratustra histórico, no entanto, anuncia a chegada do tempo em que surgirá da raça persa o Shah Bahram, o Senhor Prometido, o Salvador do Mundo, o Grande Mensageiro da Paz.

Os gregos enfatizaram, no profeta persa, mais a astrologia e a cosmologia do que o dualismo moral. Para eles, Zoroastro é um ser mítico, um astrólogo, legendário fundador da seita dos magos.

Zaratustra, com a sua mensagem divina, provocou uma verdadeira transformação no modo de pensar da sua civilização, contrariando o tradicional pensamento dos sábios de sua época. Sua mensagem baseava-se nos Gathas, cantos entoados com o objetivo de serem um guia para a humanidade – continham o triplo princípio de boa mente, boas palavras e boas ações.
Zaratustra propõe que o homem encontre o seu lugar no planeta de forma harmoniosa, buscando o equilíbrio com o meio (natural e social), respeitando e protegendo terra, água, ar, fogo e a comunidade.

Os principais mandamentos são: falar a verdade, cumprir com o prometido e não contrair dívidas. O homem deve tratar o outro da mesma forma que deseja ser tratado. Por isso, a regra de ouro do Masdeísmo é: "Age como gostarias que agissem contigo".

Como já mencionado, a base da doutrina de Zaratustra é o dualismo Bem-Mal. O cerne da religião consiste em evitar o mal por intermédio de uma distinção rigorosa entre Bem e Mal. Além disso, é necessário cultivar a sabedoria e a virtude, por meio de sete ideais, personificados em sete espíritos, os Imortais Sagrados:
1) O próprio Ahura Mazda, concebido como criador e espírito santo;
2) Vohu Mano, o Espírito do Bem;
3) Asa-Vahista, que simboliza a Retidão Suprema;
4) Khsathra Varya, o Espírito do Governo Ideal;
5) Spenta Armaiti, a Piedade Sagrada;
6) Haurvatãt, a Perfeição;
7) Ameretãt, a Imortalidade.

Estes deuses enfrentam constantemente as forças do Mal, os maus pensamentos, a mentira, a rebelião, a doença e a morte. O príncipe destas forças é Angra Mainyu, o Espírito Hostil, também conhecido como Arimã.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Os Quatro Elementos I


Existem quatro elementos ... dos quais todos os corpos inferiores são compostos; não empilhados uns por cima dos outros, mas por transmutação e união; e quando são destruídos, dividem-se em elementos. Pois não existem elementos puros, mas sim mais ou menos misturados, e susceptíveis de serem transformados uns nos outros... É esta a origem e fundamento de todos os corpos, naturezas, virtudes e trabalhos maravilhosos; e aquele que conhecer estas qualidades dos elementos, e as suas misturas, produzirá coisas maravilhosas e espantosas e será perfeito na arte da magia.
Cornelius Agrippa


Os elementos têm sido abordados por mim de forma a compreender as energias que invoco para o meu círculo mágico e os objectos ritualistas que utilizo em magia como catalisadores para atingir os meus objectivos, mas hoje quero ir mais longe. Sendo que estes quatro elementos são constituintes de toda a realidade física também o ser humano os tem. Para melhor me conhecer, e por extensão conhecer o exterior, proponho para esta semana que se inicia, meditar sobre os quatro elementos existentes em mim, quais estão mais predominantes e quais estão em falta, ou desequilibrados.
A informação retirada dos livros não me parece ser suficiente, é preciso transformá-la em conhecimento, é preciso levantar o véu dos mistérios que separa a minha consciência física da universal. Para atingir este objectivo deverei mergulhar no Reino dos Elementais e entrar em contacto com eles, em meditação ou simplesmente caminhando na serra, no mar, no jardim, num monte.
Esta Vontade surge depois de ter realizado o Ritual do Solstício de Verão, onde os Elementos são invocados através da respectiva Oração e que me proporcionaram algo maravilhoso. Porém, uma das regras de qualquer iniciado, e que para mim faz sentido, é não divulgar a informação que nos é transmitida durante os Trabalhos da Arte. Assim, pretendo apenas tentar mostrar que a realização de um Ritual é também entrar em contacto com os Mestres Antigos e com o conhecimento milenar que nos rodeia em forma de energia, acessível para quem a quiser obter, bastando desejá-la sem a querer possuir. Deixo-vos com um trecho do ritual que poderão encontrar completo no livro de José Medeiros Rituais Antigos para um Mundo Novo - Manual de Magia:
Sou uma pedra do Grande Templo, sem tamanho nem idade, onde a Energia Primordial, nas suas duas polaridades, se manifesta. Sou uma servidora da Grande Mãe e do Grande Pai. Que as Energias e as Entidades dos Planos Intermédios sejam minhas testemunhas.

Fonte: http://grimoiredomago.blogspot.com/

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ervas, Chás, Banhos & Incensos

Hoje, vamos falar um pouco sobre ervas, lembrando que a Verbena é uma delas...

"Vivemos muito preocupados com a higiene pessoal, com o não ter maus odores e manter uma aparência minimamente cuidada, mas muitas vezes esquecemo-nos que o nosso interior também precisa ser limpo. Há coisas que fazemos, dizemos, pensamos, ouvimos, vemos, sentimos no dia a dia que nos deixam com más sensações, como se algo tivesse penetrado a nossa Essência Interior, como se algo tivesse contaminado o nosso Diamante. Essas coisas deixam energias dentro de nós que se tivermos cuidado e as limparmos logo não nos prejudicam, mas que se não estivermos atentos e não ligarmos poderão acabar por nos prejudicar.Por isso, e para que nada nem ninguém nos afaste do nosso Caminho Interior, existem algumas ervas mágicas que nos poderão ajudar na limpeza ou na recarga das Energias. As ervas têm propriedades especiais que ressoam na nossa mente como a chama da essência que estamos precisando. Essas ervas podem ser bebidas como chás, mas também podem servir para se colocar num banho e enquanto relaxamos ouvindo uma música e cheirando um incenso, o nosso corpo vai absorvendo as qualidades das plantas e fazendo o seu trabalho. Fica aqui então um exemplo de uma erva para determinada função:

Purificar e limpar as energias negativas a Arruda e o Alecrim são sem sombras de dúvida os melhores, os mais fortes.

Para dar tranquilidade nada melhor do que a Camomila.

Se quiser saúde ou estimular a capacidade de adivinhação utilizo a Cânfora.

O Funcho é óptimo para protecção.

O Gengibre desperta o Amor e a Paixão.

Para desenvolver aptidões para chegar ao conhecimento a Hera é a mais indicada.

Se quiser Força e Poder utilizo o Hipericão.

O Loureiro utilizo para receber inspiração.

O Manjericão é ideal para exorcismos.

A Oliveira é utilizada para atingir paz e perdão.

Se pretender estimular a minha capacidade de clarividência utilizo o Rosmaninho ou a Roseira Brava.

A Tília ajuda-me a adquirir paciência e Justiça.

Por último, e a que mais utilizo, a Verbena ajuda-me a despertar para o Amor e enche o meu chakra Verde como mais nenhuma erva o faz.
Estas são as ervas que utilizo e que funcionam, se alguém desse lado tiver outras sugestões aceito-as pois estou sempre pronta para experimentar coisas novas.

Retirado de http://grimoiredomago.blogspot.com/, em 2008

Você pode ter em casa, num pequeno canteiro ou vaso, sete ervas que não exigem muito cuidado e podem funcionar como aliadas.

Arruda (folha) - As benzedeiras dizem que seu aroma espanta o mau-olhado. É a erva do arrependimento, pois estimula a consciência dos proprios erros. Não é planta comestivel.

Coentro (semente) - Bom para sistema digestivo. Indicado para tratamento de sarampo incubado.

Erva-doce (semente) - É digestiva. Lavar o rosto com seu chá tonifica a pele e combate as rugas.

Hortelã (folha) - Acalma, controla atitudes precipitadas e harmoniza o ambiente. Melhora a visão e clareia as ideias.

Malva (flor) - Suavisa o caráter, deixa a mulher feminina e o homen mais sensivel.

Mirra (resina) - Como incenso, neutraliza a negatividade dos ambientes. Não é comestivel.

Tomilho (folha) - Afasta a melancolia. Proporciona maior vigor fisico e ajuda a ter lucidez para tomar decisões consideradas dificeis.

Retirado de http://www.dicasfemininas.net/

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Deusa Inanna

Inanna era a deusa (dingir) do amor, do erotismo, da fecundidade e da fertilidade, entre os antigos Sumérios, sendo associada ao planeta Vênus. Era especialmente cultuada em Ur, mas era alvo de culto em todas as cidades sumérias.
Surge em praticamente todos os mitos, sobretudo pelo seu caráter de deusa do amor (embora seja sempre referida como a virgem Inanna); por exemplo, como a deusa se tivesse apaixonado pelo jovem Dumuzi, tendo este morrido, a deusa desceu aos Infernos para o resgatar dos mortos, para que este pudesse dar vida à humanidade, agora transformado em deus da agricultura e da vegetação.
É cognata das deusas semitas da Mesopotâmia (Ishtar) e de Canaã (Asterote e Anat), tanto em termos de mitologia como de significado.
O dia 2 de Janeiro é tradicionalmente consagrado a esta deusa.

Aarde: Cenário dos Elementais

E assim Geboren, o Deus Menino, criou Aarde: primeiramente, ele produziu uma "massa com Terra e Água, selando-a com Fogo e soprando-lhe Ar, como a Mulher-Deusa tinha feito, para criá-lo....Mas sua criação era gigantesca, pois ali ele pretendia honrar sua "mãe", criando os Quatro Reinos...
O primeiro Reino, o Reino da Terra, ocupou a metade de Aarde, e Geboren selecionou uma parcela para ele...Era um deserto interminável, milhares e milhares de quilômetros de calor e areia, que iam se tornando um oásis, pouco a pouco...No centro desse "continente de areia", foi criada uma montanha gigantesca, onde havia água em abundância, árvores de todos os tipos e animais de todas as espécies...Ali, pensou o Deus-Menino, viverá o Povo da Terra...
Em seguida, Geboren planejou o Reino da Água, que passou a cobrir a outra metade de Aarde. No fundo desse "mar continental", ele encheu de corais e plantas aquáticas, peixes de todos os tipos e cores e verdadeiros abismos subaquáticos. Ali viveria o Povo da Água...
O terceiro Reino seria o Reino do Fogo. Esse Reino seria o mais inacessível, pois ficaria nas mais profundas cavernas e abismos de Aarde. Entre rios de lava e calores insuportáveis para outros povos, viveria o Povo do Fogo...
E o último Reino a ser criado, foi o Reino do Ar. No alto da grande montanha, o frio era cada vez maior, poucos seres vivos se arriscavam ali, e a neve era uma constante. Ali, pensou Geboren, viveria o Povo do Ar: nas alturas de Aarde...

E foi assim que Geboren criou o cenário para os Elementais viverem....Levou milhares de anos fazendo tudo, mas ele não se preocupava com tempo, pois isso era relativo, para ele....
Agora, estava tudo pronto para que começassem a surgir os quatro povos...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Deusa Ishtar

Ishtar é a deusa dos acádios, herança dos antecessores sumérios, cognata da deusa Asterote dos filisteus, de Isis dos egípcios, Inanna dos sumérios e da Astarte dos gregos. Mais tarde esta deusa foi assumida também na Mitologia Nórdica como Easter - a Deusa da Fertilidade e da Primavera.
É irmã gêmea de Shamash e filha do importante deus Lua - Sin, sendo representada pelo planeta Vênus.
Considerados uma das maravilhas do mundo, os Portões de Ishtar, na Babilônia, foram transportados para um museu na Europa - Museu de Berlim. Uma réplica encontra-se no Iraque.

A Tríade e Os Quatro Reinos

Quando Caravaggio pintou a "Madonna dei Palafrenieri", no século XVII, não imaginava que pintava uma alegoria da Tríade, os três deuses dos Elementais...
A Tríade é formada por Geboren (o Menino), Levende (a Mulher-Deusa) e Matrijs (a Anciã). A cobra é Slang, o Mal de Tudo, que promove as desavenças e os desacordos...
Segundo a lenda mais aceita, primeiro surgiu Matrijs, a Anciã. Ela nasceu ao contrário, isto é, nasceu idosa, e sempre prestes a morrer. Ela é a Senhora dos Finais, e Governante da Terra dos Espíritos Descarnados, daqueles que se soltaram de seus corpos...
Matrijs criou Levende, a Mulher-Deusa, a partir do barro misturado com luz de estrelas...Soprou a mistura e fez surgir Levende...
No início, Levende vivia feliz, mas com o passar do tempo, sentiu que ainda lhe faltava algo, alguém que a sucedesse, já que Matrijs a precedia...E foi assim que, da água misturada com a terra, ela produziu uma "massa", depois aqueceu-a no fogo, e soprou-lhe ar...Assim nasceu Geboren, o Menino...
Geboren já nasceu sábio e destemido, e aprendeu a unir e desunir todos os quatro elementos de que era formado...Assim, decidiu criar um lugar onde pudesse organizar os Reinos: do Ar, da Água, do Fogo e da Terra...
Esse lugar foi chamado de Aarde. Ali, Geboren criou os Quatro Reinos...Mas, quando estava acabando sua obra, quase foi atacado por Slang, que tentou pegá-lo de surpresa. Quem o ajudou foram Levende e Matrijs, que pisaram em Slang, que fugiu.
Depois, Levende deu às criaturas de Geboren o dom das emoções, e Matrijs definiu que todos teriam um fim, um dia, pois achava que a finitude era mais bela que a imortalidade...

domingo, 29 de novembro de 2009

Os Quatro Elementos

Terra

Nível: físico
Mundo: Acção
Estado: Sólido
Signos astrológicos: Touro, Virgem e Capricórnio
Metal: chumbo
Direcção: norte
Estação: Inverno
Elementais: Gnomos
Cor: verde
Pedra preciosa: quartzo
Fragância: estoraque
Género: feminino
Anjo: Uriel

Água

Nível: emocional
Mundo: Formação
Estado: Líquido
Signos astrológicos: Caranguejo, Escorpião e Peixes
Metal: prata
Direcção: ocidente
Estação: Outono
Elementais: Ondinas
Cor: azul (prata e branco)
Pedra preciosa: água-marinha, berilo
Fragância: mirra
Género: feminino
Anjo: Gabriel

Fogo

Nível: espiritual
Mundo: Emanação
Estado: Radiações
Signos astrológicos: Carneiro, Leão e Sagitário
Metal: ouro
Direcção: sul
Estação: Verão
Elementais: Salamandras
Cor: encarnado (laranja)
Pedra preciosa: opala-de-fogo
Fragância: olíbano
Género: masculino
Anjo: Miguel

Ar

Nível: mental
Mundo: Criação
Estado: Gases
Signos astrológicos: Gémeos, Balança e Aquário
Metal: mercúrio
Direcção: Este
Estação: Primavera
Elementais: Sílfides
Cor: amarelo (azul, branco)
Pedra preciosa: topázio, calcedónia
Fragância: gálbano
Género: masculino
Anjo: Rafael

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

HISTÓRIA DE TELLURIAN

[17:34] Mclone Lane: A Tellurian é o universo – um lugar de vastas possibilidades e oportunidades, limitadas apenas pela imaginação daqueles que a habitam. Toda e qualquer coisa que possa ser sonhada, discutida ou descrita tem o potencial de existir dentro dessa vastidão. Muitas dessas fantasias já existem e muitas outras ainda estão por se formar. A Tellurian é a existência sem limites e um local onde a esperança toma forma. Ela é o mundo material e espiritual juntos, onde pensamentos se tornam ações e crenças se materializam.

**************************************

Escrevo esse relato conforme ouvi...Não sei se é verdade, pois é tudo muito fantástico. Mas, se você olhar ao redor, com um pouco de atenção, irá compreender porque essa é a versão mais aceita pelos tellurianos...

"Há muito tempo existiu, na Romênia, uma vila chamada Nagyag. Ela era uma vila diferente das demais, porque havia ali um brilho estranho, que parecia "brotar" da própria terra.
Nagyag era uma vila pequena, cercada por montanhas e florestas de pinheiros. Ali, o sol raramente aparecia, e os dias eram nublados e chuvosos...Em resumo, a Nagyag era um lugar feio, desses que não se sente vontade em visitar, nem sequer em passar perto...
Mas havia aquele brilho estranho, aquela "aura" que parecia fazer com que tudo tivesse um "quê" de mágico, de uma mágica estranha: uma "mágica triste" (se é que existe isso).
Os habitantes de Nagyag não sabiam de onde vinha aquele brilho, pois ele parecia brotar da própria terra, como já dissemos. Mas, apesar do medo do desconhecido, seus antepassados viviam ali desde tempos imemoriais, e as pessoas se acostumaram a viver com aquele "medo"...
Nunca se soube quando a Vila de Nagyag foi fundada, mas que ela já existia na época do Império Romano, tanto que muitos dos costumes romanos foram passados aos habitantes, como o uso do Latim, por exemplo, e algumas das Leis Romanas, também...
Quando o Império Romano acabou, no século V, Nagyag já era dominada pelos Hunos, seguidores de Átila. Depois vieram os Búlgaros, que também eram muito terríveis...
Foi nessa época que aconteceram os fatos que precipitaram toda a História de Tellurian: cerca de vinte anos depois que foram dominados pelos Búlgaros, os habitantes de Nagyag decidiram que era chegada a hora de "pôr um fim" naquela situação, na qual eram tratados como escravos...Assim, um grupo de habitantes de Nagyag preparou um plano, no qual iriam derrotar os Búlgaros. Eles tinham percebido que aquele "brilho" estranho no ar amedrontava os inimigos, e resolveram utilizar esse "medo" como arma para livrar-se pôr todos para correr...
Durante alguns anos, procuraram descobrir qual era a fonte daquele "brilho", movidos pela necessidade de se livrarem dos inimigos, sempre de forma disfarçada, para não alertar seu objetivo.
Finalmente, depois de tanta procura, encontraram pedras a alguns metros de profundidade, e perceberam que era delas que emanva o tal "brilho" que tanto os amedrontava. Levaram as pedras para um local secreto, a fim de estudá-las. E perceberam que elas soltavam um "pó brilhante" que, assim como uma tinta, poderia servir para tingir alguma coisa.....E foi assim que nasceu uma idéia....
Na primeira Lua Cheia em que a lua brilhou no céu (nem sempre via-se a Lua, mesmo sendo cheia, devido à enorme quantidade de nuvens), o plano foi realizado: quando os Hunos faziam a guarda, vários "seres brilhantes", saíram da floresta perto da Vila, e se dirigiram para o local onde os guardas ficavam...Quando eles viram aqueles "seres brilhantes", saíram em disparada, desesperados, gritando palavras desconexas....Logo, mais Búlgaros se uniram àqueles que ali estavam, e todos fugiram...
Os habitantes de Nagyag não imaginavam que fossem conseguir, mas acertaram em cheio, explorando o medo irracional que os Búlgaros sentiam do desconhecido. Chegaram a a esperar a volta deles mas, misteriosamente, naquele mesmo ano (Ano 1000 no Calendário Cristão), os Búlgaros saíram da Romênia, e nunca mais voltaram....
Tudo parecia bem, se não fossem os efeitos do "susto", nos próprios habitantes de Nagyag: os homens e mulheres que aceitaram se pintar com aquela "tinta" extraída das pedras, começaram a sofrer deformações...No começo, elas foram pequenas, mas depois foram ficando maiores: uns começaram a criar dentes pontiagudos, outros começaram a criar pêlos, outros foram criando escamas, e alguns até asas começaram a ter...
Assim, de "heróis" da Vila de Nagyag, aqueles habitantes se tornaram "párias", que ninguém queria por perto, temerosos de ficar daquele jeito também. Por isso, os "brilhantes" (como estavam sendo chamados), decidiram ir embora dali, e muitos que não tinham sido afetados, também foram, pois eram parentes, ou até tinham um sentimento de gratidão. Cerca de 50 ou 60 pessoas saíram de Nagyag em direção ao Sudoeste, até chegarem perto do litoral, num lugar bonito, cheio de árvores, e meio disfarçado do restante do mundo...Ali se fixaram, começaram a construir suas casas, e decidiram usar uma palavra em Latim, para definir aquela nova vila: Tellus ("Terra"). Esse nome foi dado por causa das pedras brilhantes, que estavam enterradas na terra, e motivaram esse "êxodo"....
Alguns anos se passaram, e os habitantes de Tellus passaram por inúmeras provações e transformações, e foram se autodenominando "telluricos"...Mas ninguém sabe como foi que Tellus passou a ser chamada de Tellurian, como é atualmente...Só sabemos que em Tellurian, "tudo pode acontecer"....
Muitos chamam essa localidade de "vila dos homens brilhantes"...Ela é uma vila relativamente nova, e tem cerca de 60 anos...

by Marguerite Nikolaidis

**************************************

A VERDADE DOS FATOS

Fontes de Inspiração: existe um elemento químico chamado Telúrio. Olha o que eu descobri sobre ele: "Do latim tellus (terra). Descoberto em 1782 pelo mineralogista húngaro Franz-Joseph Müller von Reichenstein. Isolado e batizado pelo químico alemão Martin Heinrich Klaproth em 1798" (http://www.mspc.eng.br/quim1/quim1_052.asp)

Outra Fonte: "O telúrio (do latim tellus que significa “terra”) foi descoberto em 1782 ou 1783 por Franz Joseph Müller von Reichenstein, na Romênia, a partir de um minério de ouro denominado calaverita (AuTe2) proveniente de uma mina da Transilvânia. Em 1798 foi isolado e nomeado por Martin Heinrich Klaproth" (http://pt.wikipedia.org/wiki/Tel%C3%BArio)

O PERÍODO 1000/1060

No Ano 1000, havia cerca de 300 milhões de pessoas no mundo. Os chineses inventaaram a pólvora e os vikings estavam fazendo suas viagens até a América do Norte e a Groenlândia.
Grande parte da Península Ibérica era dominada pelos muçulmanos, a França era dominada pelos Reis Capetíngios (descendentes de Hugo Capeto), e o Império Bizantino era o que restava do Império Romano.
Em 1025, foi fundado o Reino da Polônia (norte da Romênia), em 1031 a França passou a ser governada por Henrique I (até 1060), que casou com Matilda, filha do Imperador Conrado II do Sacro Império, e foi Tutor de Guilherme I da Normandia.
Guilherme I foi Duque da Normandia, de 1035 a 1087 e Rei da Inglaterra, de 1066 a 1087...
Em 1035 nasceu Henrique de Borgonha, sobrinho do Rei Henrique I da França e futuro Conde de Portugal (seu filho, Dom Afonso Henriques, foi o primeiro Rei de Portugal).
Foi nessa época que viveu Avicena (980/1037), um dos maiores médicos e filósofos árabes.
Em 1045, começou a ser construída a Abadia de Westminster, em Londres. Nesse mesmo ano, Bi Sheng inventou os caracteres móveis na China, 500 anos antes de Gutenberg...Em 1047, foi registrada a palavra "upir" pela primeira vez. Ela que deu origem à palavra "vampiro".
Em 1051, o Rei Henrique I casou com Ana de Kiev, uma princesa ucraniana. foi desse casamento (o segundo dele) que nasceu seus sucessor, Filipe I.
Em 1054, as Igrejas Católica (Roma) e Ortodoxa (Constantinopla) se separaram, no Cisma do Ocidente. Em 1060 faleceu Henrique I...
Esse era o panorama geral do mundo naquela época: havia o Império Bizantino (Leste Europeu) e o Império Árabe (Oriente Médio), além do Sacro Império (Germânia), e do Reino da França. A Inglaterra só surgiu em 1066 e Portugal só surgiu em 1139. A Espanha era dividida em pequenos reinos, principalmente Aragão, Leão e Castela, e os árabes muçulmanos dominavam a maior parte desse território.
Foi nesse contexto, alguns anos antes da Primeira Cruzada (1096), que proponho o surgimento de Tellurian, uma vila que fica às margens do Mar Negro. O Ano seria o de 1060, e o Mapa abaixo complementa as informações:

A Crônica da Água


A CRÔNICA DA ÁGUA

Tellurian fica às margens do Mar Negro. Mais ao Norte, fica a foz do Rio Danúbio, o segundo maior Rio da Europa. E foi ali que Marguerite viveu uma de suas aventuras, que ela batizou de "Crônica da Água"...

**************************************
Certo dia, a Maga Marguerite foi buscar ervas para uma de suas poções, indo em direção ao Norte. Normalmente, ela não se distanciava muito da Capela dos Magos. Mas, naquele dia, o sol brilhava, coisa rara na região, e Marg resolveu ir mais longe que de costume...
Assim, foi andando e nem percebeu que o tempo passava, e a distância aumentava...
Só se deu conta do quanto andara quando chegou à foz do Rio Danúbio. Mas, como estava ali, resolveu sentar-se um pouco, antes de retornar...
Um enorme bando de cisnes brancos estava ali, e o silêncio imperava...Só estavam ali a Maga Marg, as aves e o Rio....ou não?
Repentinamente, Marguerite levou um susto, pois percebeu uma grande agitação na água. Quando olhou na direção da agitação, viu um rabo de peixe mergulhando e, atrás dele, uma garra de caranguejo, só que gigantesca!
Marg lançou um feitiço de luz, e parece que obteve êxito, pois fosse o que fosse, a criatura se assustou, e a agitação parou...
Em seguida, ela viu um rapaz deitado na margem do Rio, e se aproximou...Quando estava pertinho, percebeu que ele era um tritão, e parecia mal. Por isso lançou uma magia de cura, fazendo com que o "rapaz" acordasse...
Ele abriu os olhos, viu a Maga, e pensou em fugir...Mas ela falou com o tom de voz mais calmo que tinha, e perguntou se podia ajudar...
O tritão chegou a se afastar, mas acabou voltando até a margem, dizendo à maga: "meu nome é Maltus, e preciso de ajuda mesmo...Mas não sei se você, uma humana, poderá me ajudar..."

Maltus contou que vivia numa cidade submarina, no Rio Danúbio, só que rio acima. Acontece que um caranguejo gigante atacou ele e sua irmã gêmea, Luma, e agarrou o colar de água-marinhas que ela usava...Luma era a primeira princesa do reino, e aquele colar não só a mantinha forte, como também o reino....Se o colar não fosse recuperado logo, ela poderia morrer e a cidade iria estar desprotegida, podendo ser atacada por qualquer inimigo...

Marg pensou um pouco, e achou que o melhor que poderia fazer era usar uma magia de transformação: assumiu a forma de um pequeno peixe e, junto com o tritão, fi atrás do caranguejo gigante...Encontraram o monstro logo adiante, e Marg percebeu que o colar de águas-marinhas estava preso na carapaça do monstro. Ela se aproximou rápido dele, e estava quase chegando ao colar, quando levou um enorme susto: algo gigantesco foi cravado no caranguejo, tirando-o da água. Marg foi envolvida num turbilhão de água, e ficou levemente zonza. Mas logo se recuperou e foi até a superfície, para ver o que estava acontecendo...Quanl foi o seu susto, quando viu um escorpião gigante, lutando contra o caranguejo...
A luta foi terrível, e o escorpião levou a melhor, pois tinha veneno, coisa que o caranguejo não tinha. Até hoje, Marguerite não entendeu o que aconteceu naquele momento, mas sabe que o escorpião se afastou, logo após matar o caranguejo...
Assim, ela pôde se aproximar do monstro morto, e assumindo a forma humana, tirou o colar de águas-marinhas que estava preso no animal, entregando-o a Maltus, que estava mais no fundo, observando tudo...

O tritão pegou o colar da mão de Marguerite, e disse-lhe apenas: "você entenderá isso tudo um dia...". Após falar isso, mergulhou, e Marg não o viu mais....Depois disso, só lhe restou voltar para casa...Será que um dia ela iria poder compreender esses acontecimentos?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Uma Aula de História

Eu tive o meu primeiro contato com a magia há muitos anos, mas eu era tão ignorante quanto você. Eu pensei que tinha endoidado, que havia visto muitos horrores e minha mente tinha simplesmente parado de funcionar. Levou algumas semanas até alguém perceber minha situação e decidir me mostrar a verdade. Com meu professor, eu aprendi as primeiras noções da mágica. História e sociedade, tudo em um estilo místico. Agora, estou te fazendo um favor e passando isso adiante pra você.
Os magos sempre existiram. Nós somos os pioneiros e visionários que fazem o impossível: os homens e mulheres que exploram o desconhecido, abraçam causas e buscam respostas para grandes mistérios. Durante boa parte dos últimos, digamos, dez mil anos, essas pessoas desenterraram segredos bizarros, dançaram com entidades estranhas e basicamente andaram por aí realizando todo tipo de experimentos na busca do poder, sabedoria, segurança e qualquer outra coisa que um ser humano pode desejar. Está tudo na história se você souber procurar – histórias como o épico de Gilgamesh, a Bíblia, os contos do Rei Artur. As pessoas realmente fizeram todas aquelas coisas miraculosas e elas continuam fazendo ainda hoje.
O que, você quer saber como irá aprender a usar esse poder agora que percebeu o seu potencial para mudar o mundo e abriu os olhos pra a verdade? Os primeiros magos provavelmente tinham que improvisar conforme seguiam em frente. Em algum lugar no meio do caminho, eles começaram a falar uns com os outros sobre como eles faziam as coisas. Os magos trocaram idéias e teorias, eles inventavam motivos para suas mágicas e passaram suas crenças adiante para seus alunos. Destas raízes nasceram as ordens mágicas.
Obviamente, contudo, quando você reúne vários visionários poderosos em um mesmo lugar, eles não vão concordar com nada. Essas fraternidades mágicas brigaram como gatos furiosos sobre a essência de seus dogmas, teorias e práticas. Mestres de artes marciais surraram o diabo dos existencialistas Kevorkianos, enquanto a Igreja queimava bruxas na fogueira. Profetas e alquimistas do Oriente Médio discordavam dos cavaleiros europeus. Culturas xamanistas eram erradicadas no fogo cruzado. O triste é que cada uma delas estava convicta de ter o domínio sobre “a verdade”.
Tudo bem, eu estou sendo um pouco teatral, mas foi mais ou menos assim que aconteceu.
Basicamente, os magos estavam guerreando para ver quem estava certo, quem estava errado e quem merecia guiar e proteger a humanidade. Todos tinham sua própria visão mas ninguém conseguia concordar. Mestres e seus alunos formavam conspirações cuidadosas para defender seus tesouros ocultos e cada grupo brigava contra todos os outros. A humanidade oscilava, alternadamente temendo e adorando esses místicos que lhe traziam poderosas novas formas de pensar mas também a aprisionava com idéias conflitantes ou uma descrença pura e total. Isso tudo foi varrido para baixo do tapete por razões que eu ainda vou explicar, só espere um pouco.

(Republicação do Post de 03 de Março de 2009)

Um Ano e Meio de RP


"Olá pessoal! Estou aqui para anunciar novidades e mudança de rumos! Agora, não serei mais apenas a Marguerite, pois entrei num grupo de RPG (Role-Playing Game ou "jogo de interpretação"). Há quem diga que o SL já é um RPG. Dessa forma, eu estou entrando numa TL (Third Life)...Rsrsrsrsrs!!!! Mas eu não me vejo assim, então serei eu mesma, QUANDO não estiver no RPG. Nele, sou uma Neko, ou uma espécie de "mulher-gato", e enfrentarei vampiros, lobisomens, e outros seres que habitam a land LENDAS URBANAS. Na foto, estou comprando uma pose bem felina, logo após comprar minhas orelhas e rabo de gato, além de uma katana (espada de samurai). Agora, se cuidem, ó incautos!!! Estou armada e sou letal...Rsrsrsrs!!!Glau, Giu e Cris...Vocês sabem PARA QUEM é o aviso, não é mesmo??? Bem, o meu grupo está me chamando, e tenho que participar de alguns eventos dos quais não posso dar maiores detalhes agora. Mas, assim que puder, volto para falar mais de minhas viagens (que não abandonarei) e dessa novidade que está me fascinando, que é o RPG...Beijos!!! E saudações aos meus amigos Friendly (Neko), Douglas (lycan) e Diguinho (vampiro)."

Isso foi escrito no dia 30 de abril de 2008, há um ano e seis meses atrás...Um ano e meio de RPG e DCS, um ano e meio de alegrias e sofrimentos...
No início, fui ser Neko em Lendas Urbanas. Lá eu só lutava DCS, porque nem sabia fazer RP. Fiquei um certo tempo lá, até que descobri Seljonay. Meu amigo (e depois namorado) Friendly me levou pra conhecer os Elfos de Seljonay. Foi aí que conheci a Isa, e acabei me mudando pra lá...
A Isa foi quem me ensinou a fazer RP, e lendo esse Blog, achou que eu poderia ser RP Staff! Nossa, no início eu nem sabia o que fazia uma RP Staff, mas ela me ensinou a base da coisa, e fui aprendendo a arte do RP...Bons tempos!
Mas, com o tempo, as coisas foram mudando, e um belo dia, fomos embora de Seljonay. Foi uma época triste, e prefiro não falar muito dela...Acabamos indo parar em Zardoz, uma ilha ainda mais linda, e vivemos um dos melhores períodos de nossas vidas. Mas foi nessa época que a Isa nos deixou, e virei Rainha (GM) dos Elfos.
Mas, parece que tudo que é bom dura pouco, e um dia Zardoz faliu. O resultado foi que fomos pra Nigromante, ilha "governada" por uma pessoa que depois se mostrou outra, e me traiu de todas as formas, sendo que fui embora dessa ilha, indo parar em Cidade do Medo.
Nessa nova Ilha, fui muito bem recebida pela Christ e pelo Niko (ele veio a ser meu terceiro namorado, sendo que o Friendly sumiu e o Azkaban, o segundo, também).
Em Cidade do Medo (JS), virei Elfa Negra, e mudei alguns dos meus conceitos sobre Elfos. Acho que é por isso que quando saí dos Elfos (por causa de problemas internos), fui virar Vampiro Lasombra. Eu até tentei virar Celestial, mas alguém fez minha caveira pra GM deles, e não foi dessa vez que virei anja...
Enquanto isso, comecei um "namoro" com DarknessFall, a ilha que um antigo conhecido estava criando. Nela virei Hunter, um dos grupos mais difícies que entrei, pois não tinha nada pra fazer RP e éramos os mais fracos da ilha...Assim, eu era Vampira e Hunter ao mesmo tempo...
Em DF conheci o Du e a Shamara, que acabaram migrando pra JS, e me convidaram a ser Maga...Nem pensei duas vezes: saí dos Vampiros (e dei adeus ao Giio e ao Einer - atual Ryukku), me tornando Maga da Capela das Sombras...Por essa época, conheci o Alfa, que acabou virando meu namorado, já no início de 2009...
O tempo passou, DF acabou, e virou Gnose. Nesse meio tempo, saí dos Hunters e virei Celestial, por obra do JoãoMarcelo e da Luana, meu "mano" e minha "dinda". E quando o Rasta, um Dragão de JS, veio pro grupo, fechou: os Celestiais de Gnose seriam o melhor Grupo de RP do SL, na minha opinião....
Enquanto isso, nos Magos de JS, as coisas foram mudando: brigas internas, gente saindo, o Du só reclamando...A coisa foi ficando cansativa, mas um dia ele saiu, e o Grupo passou a ser comandado pelo Grande Coba, que não fez quase nada, na minha opinião...Até que um dia, saí dos Magos e fui pros Rippers (Anjos Negros).
Minha idéia de que os Celestiais de GC iam ser dez caiu por terra, pois o JM e o Rasta sumiram, e as coisas foram se deteriorando...Cansada de tentar ergeur o Grupo (eu era RP Staff), fui me afastando, e entrei nos Magos de Avalon, a convite do Prudente Constantine e do Humberto Giordano.
Aí, me dividi entre três ilhas:
1 - Em JS, a mais antiga, eu era uma Ripper que nem aparecia, até que um dia falei pra me tirarem....
2 - Em GC, a segunda, ainda estou como Celestial, mas pouco apareço. O Johnny me convidou a ser GM, mas como eu era Sub GM em outra ilha, não pude aceitar...
3 - Em Avalon entrei como RP Staff, mas virei Sub GM quando o Humberto Giordano saiu. Depois, Avalon (antiga Seljonay), virou Tellurian, e hoje estou apenas aqui nessa ilha, como Sub GM dos Magos...

Esse é o resumão desse um ano e meio de RP. É claro que tem muito mais histórias, mas essa é a base, meus grupos, minhas ilhas, meus amigos, mestres e amores. Tenho mais gente pra citar, como o Psychoteto, o Pretender, a Endora, o Namaste, o Ankhmaat...Mas os que fizeram parte dessa história, até agora, são esses. E aqui ainda tem a Jolli, a Juh, o Julio, o Jean (Celestial)...A turma do J...Espero que tenham gostado do relato, pois eu vi e vivi tudo isso, e aprendi muito com essas experiências todas....Beijos

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

31 de Outubro

Passei parte do Dia 31 de Outubro de vestido branco e flores nos cabelos. Até parece que eu sentia o perfume das flores...Mas a noite, alguém perguntou: "Marg, você não vai se vestir de bruxa para a Festa do Halloween?" Pensei um pouco no assunto, e me vesti com chapéu preto, roupas escuras e vassoura. Se eu fosse como estava, teria que ficar dando explicações, e eu não estava com muita vontade de falar...
Mas, para vocês eu falo: eu estava de Maga, e não de Bruxa! Minha inspiração tem sido o filme e o livro das Brumas de Avalon. Você conhece? Deixe-me explicar...

Avalon é uma ilha lendária, que teria existido na Grã-Bretanha. Segundo as lendas, os romanos tinham abandonado as ilhas antes do fim do Império. Mas os costumes romanos permaneceram ali, mesclados aos costumes celtas. E essa situação, de duas culturas num mesmo lugar, teria culminado durante o Reinado do lendário Rei Artur.

Segundo as lendas, o Rei Artur veio para unir as culturas sob um mesmo Rei. Os cristãos vindos de Roma e os druidas adoradores da Deusa-Mãe, viviam numa tensão constante, e um Rei com um pé em cada cultura veio bem a calhar...Ele casou com Guinevere, nos preceitos da Igreja Romana Cristã, mas também teve um filho (Mordred) com sua meio-irmã Morgana, considerada bruxa. Usando sua espada Excalibur, e auxiliado pelo Mago Merlin, Artur conseguiu atingir seu objetivo, durante muito tempo.
Mas sua meio-irmã Morgana e seu filho Mordred o derrotaram e Guinvere o traiu com seu melhor amigo, Lancelot. Mordred o derrotou, sendo que um matou o outro...

Essa lenda é uma das mais famosas da História, tendo gerado muitos livros, estudos, filmes, peças teatrais, desenhos e até histórias em quadrinhos...Mas a versão que eu mais gosto é "As Brumas de Avalon", da qual falarei agora...

Marion Zimmer Bradley nasceu em 1930 e faleceu em 1999. Ela foi uma grande escritora norte-americana, e seu livro mais famoso foi "As Brumas de Avalon", escrito em 1979, que se divide em quatro partes: "A Senhora da Magia", "A Grande Rainha", "O Gamo Rei" e "O Prisioneiro da Árvore". Nesses quatro livros, ela recontou a lenda do Rei Artur do ponto de vista das mulheres que o rodearam, desde sua mãe Igraine, até a Sacerdotisa Viviane (sua tia), Guinevere e a própria Morgana.
Ela escreveu magistralmente essa obra, pois a idéia de uma Deusa-Mãe, e de mulheres que manipulam os fatos para manter acesa a chama da religião delas, mesmo que sendo chamadas de "bruxas" pelos padres (homens), ficou gravada em minha mente...

Em 2001 foi realizada série que virou filme, baseada na obra de Marion. Nesse filme, podemos ver a atriz Anjelica Huston no papel de Viviane, a Sacerdotisa de Avalon, e Julianna Margulies no papel de Morgana...

Por isso, não vou dizer como imagino uma Maga. Prefiro que você leia o livro ou assista o filme, e assim entenderá que minha visão de bruxas e magas é bem diferente do que as lendas populares pregam....

No Nordeste do Second Life

Imagine uma linha que "cerque" todo o Second Life. Para que essa tarefa fique mais fácil, abra o Mapa no máximo, de forma que você veja todas as ilhas. Agora, marque o Ponto A no alto, à esquerda, e vá traçando uma linha para a Direita, até o Ponto B. Depois, "desça essa linha até o Ponto C, que ficará lá embaixo, bem ao Sul. Do Ponto C, comece o caminho de volta pra esquerda, até o Ponto D, e de volta ao Ponto A, onde terminará o circuito.
Pois bem: esse lugar que você vê na foto é o Ponto B, o Ponto mais a Nordeste do Second Life. Mas, diferente do Nordeste brasileiro, estou numa Ilha chamada Texas Womans University 4.
Sim, ela possui esse nome porque faz parte de um Conjunto de quatro Ilhas, sendo que essa é a quarta.
Agora, vou me virar para ver o que existe por aqui....Uma casa, uma árvore rosa (uma cerejeira?), uma mesa com bancos...Andando um pouco mais, vejo um monte de formas esquisitas: uns cubos verdes com outros cubos vermelhos dentro, girando; umas "coisas", aprecidas com berrantes, mas flutuando; uma espécie de hélice colorida; um gazebo...
Avho que pessoas fazem experiências com PRIMS aqui. Ali adiante, porém, encontro uma "casa" e na porta um cartaz onde se lê PARNASSUS. O que será?
Ali dentro encontro duas peças: numa delas, uma tela onde vejo uma mulher fazendo exercícios, umas telas de arte moderna e várias cadeiras...Acho que ali são ministradas aulas...Na outra, mais quadros, um piano, sofás, cadeiras, lareira....Um lugar para relaxar e quem sabe trocar idéias?
Acho que aqui, nas fronteiras do Second Life, pessoas se encontram para estudar o Second Life e suas possibilidades, que são inúmeras...Isso me faz lembrar da Revista InnerWorld, que me foi apresentada pelo Zé Franco Fisseux, um grande amigo que conheci aqui, e que vive antenado com as diversas possibilidades do SL...
Saio dali satisfeita, sabendo que pessoas estão estudando as possibildiades de mudança e melhoria por aqui...Coisas estão acontecendo enquanto eu escrevo, você lê e muitos brincam...Mas eu, cada vez mais, percebo que quero me juntar aos que "fazem", e não aos que "brincam"...E você? O que espera daqui? Apenas relações rápidas, sexo fácil, joguinhos de RPG, novidades nas lojas e dançar até seu avatar cair? Ou você é como eu, e prefere algo mais? Se o seu caso é o segundo, vamos procurar juntos? Então vem!

domingo, 1 de novembro de 2009

Acaso ou Destino

Acaso ou Destino? Esse é o título que imaginei para esse texto que estou escrevendo, após ler a Veja dessa semana. Nela, os repórteres se dedicaram a falar do "fim do mundo" que, de tempos em tempos, é prenunciado pelas civilizações, todas elas, mas principalmente as Ocidentais.
Mas, num determinado ponto do texto, que é o que me interessou, o repórter diz que "somos levados a atribuir ordem e significado às coisas, mesmo onde tudo é casual e fortuito".
E onde isso me levou? Em princípio, fiquei pensando no SL, desde que entrei, tudo que fiz, as pessoas e lugares que conheci, as tecnologias, enfim, esse "outro mundo" onde sou Maga atualmente, onde solto raios e levito, troco de roupas e cabelos o tempo todo e, principalmente, onde conheço pessoas...
Quando entrei no SL, nunca imaginei que fosse me apaixonar por alguém, nem mesmo nutrir sentimentos de amizade e até confiança ali.
Hoje, tenho pessoas na minha vida, como meus "tugas" queridos, o Alfa (meu noivo), o Namastê (meu tio), o Psychoteto e o Pretender (velhos amigos). Tenho também minha irmã Endora e meu irmão Niko, meu cunhado Julio e meu filho Fantinha. E todas essas pessoas, conheço apenas do SL. Não sei como são, como se vestem, o que gostam de comer, fazer, etc.
Mas, de alguma forma, criaram-se laços entre nós e mantemos eles, sempre nos vendo, nos cumprimentando, estreitando esse carinho e esse amor, de quem se conhece em outra vida, talvez como as pessoas que fazem regressão, ou aquelas que param em algum lugar e acham que já te viram antes...
Coincidências? Será que estamos destinados a conhecer as pessoas que viverão conosco? Ou é tudo misturado num caldeirão, até sair a coisa como ela se apresenta?
E o futuro? Como será? Os relacionamentos reais serão substituídos pelos virtuais? Creio que não...Mas acredito que eles vieram para ficar, e até acredito que muitas vezes eles servem para "diminuir" as distâncias. Distâncias sociais, estaduais, religiosas, distâncias que o preconceito e a intolerância geram....
Vou parar por aqui, pois acho que não é filosofando que vou passar minha idéia...Mas, fica aí um recado: seja na RL ou no SL, relações ocorrem, começam, terminam, esquentam, esfriam....Mas cabe a nós pensar em como essas relações estão presentes, em nossas vidas: acaso ou destino?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Second Life: Pré-História

Procurei no ?Second Life um início para uma provável viagem no tempo. E, como toda boa viagem, pensei em começar na Pré-História...
Mas não encontrei nada em "cavern", nem em "cave". Queria encontrar imagens de cavernas, de Australopithecus, de dinossauros, sei lá...Mas não encontrei nada...Então, lembrei de uma Land onde já havia ido duas vezes: DRYMONIA!!!!
Para quem não sabe, em Drymonia, fizeram uma reprodução de Bedrock, a cidade dos Flintstones, a 252 metros de altitude....Tem a casa do Fred e do Barney, a mansão onde morava a mãe da Vilma, o Clube de Boliche, o Corpo de Bombeiros, e outras curiosidades do desenho tão famoso....
Valeu pela viagem, apesar de não ser bem o que eu queria...Minha idéia de Pré-História não era bem essa...Mas encontrar "ventiladores" de aves, "aspiradores" de elefantes e outras "tecnologias" me fizeram rir muito...
Em tempo: a Pré-História proposta pelos Flintstones nunca existiu, não pelas coisas que o desenho apresenta, mas por uma que muita gente não sabe: os dinossauros entraram em extinção milhões de anos antes do ser humano pisar na Terra. Então, humanos e dinossauros nunca conviveram, e o Dino nunca poderia ter sido "cãozinho" do Fred...Pena...Eu bem que ia gostar de ter um dinossaurinho tão lindinho....^^

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Lareme e os Aquáticos

Como foi dito anteriormente, Revinu é o Ser Supremo, que criou Treah e os sete povos Elementais, a partir de cores e sons...
Treah era, segundo dizem, uma "esfera seca", na qual Revinu plantou a vida. Mas ele não fez tudo de uma vez. Foi criando aos poucos, sem pressa, para que tudo ficasse como ele queria...
Primeiramente, ele quis que tivesse algo alegre em Treah, algo barulhento, que fizesse todos sorrirem e se admirarem, que lembrasse sua grandiosidade...Assim, pegou tons de verde e criou algo gigantesco, que cobriu toda a esfera, e ela nunca mais foi "seca". A substância que Revinu criou foi a Água, como a chamamos hoje. Mas ele não batizou sua criação. Apenas fez e gostou do que fez.
Em seguida, ele começou a povoar a Água, criando algas, corais, peixes de todos os tamanhos e cores, mamíferos marinhos e, finalmente a primeira Aquática: Lareme.
Lareme não foi apenas a primeira Aquática, mas também a primeira mulher, fêmea, humana, de Treah. Por isso, todas as raças acreditam que ela é a "deusa-mãe".
Lareme era linda, com cabelos coloridos como algas e com tons de águas profundas e seres de beleza aquática, olhos verdes e pele fina e clara, apesar de fria. Logo que foi criada, começou a nadar pelos mares e oceanos, admirando-se com tudo, tudo vendo e rindo maravilhada...E assim, passaram-se muitos anos...
Mas, o que era fantástico no início, foi se tornando maçante com o passar do tempo, e Lareme foi perdendo seu sorriso, sua alegria, sua felicidade...Começou a ficar mais tempo num só lugar, pensativa, tristonha, e cada vez mais desanimada...
E foi nesse momento que Revinu percebeu o que Lareme precisava, e fez-se a magia: logo ela começou a inchar, ficar maior, mais pesada e, em pouco tempo, pariu inúmeros "ovos", como se fosse mesmo um peixe fêmea, e não uma quase humana. E, em pouco tempo, os ovos começaram a se transformar em milhares de pequenos seres, os Aquáticos, que se dividiram em dois tipos: os que tinham pernas (como Lareme) e os que tinham rabos de peixes.
Assim, os Aquáticos já nasceram divididos entre Aquaterrestres e Aquamarinhos. Os Aquaterrestres podem respirar tanto na água como na terra, possuem pernas, e foram habitar rios e lagos de água doce, enquanto que os Aquamarinhos, que possuem rabos de peixe, só podem respirar embaixo da água e vivem nos mares e oceanos.
Lareme viveu muito tempo entre os Aquáticos, que a chamavam de "mãe". Ela era o único elo de ligação entre Aquaterrestres e Aquamarinhos. Mas, um dia, ela sumiu, e depois disso, os dois grupos começaram a se dividr cada vez mais...

sábado, 10 de outubro de 2009

Revinu e Treah

Revinu é o ser supremo, aquele que criou tudo que existe. Ele é um ser sem forma, mas com sons e cores. Quando você ouve uma ave cantando, ou o barulho das ondas do mar, é Revinu que está falando com você. E quando você vê um pôr-do-sol ou o arco-íris, é porque ele quer que você lembre dele...
Revinu vive em algum lugar muito distante de nosso planeta, mas está sempre por perto, observando o que fazemos por aqui...
Deixe eu me apresentar...Sou uma Elemental e vivo no planeta Treah, que foi criado por Revinu num tempo que nem a memória alcança. Meu nome é Tirea, e sou cronista dos Terrestres, um dos povos que vivem em Treah.
Mas, deixe voltar ao relato, para que você compreenda melhor a minha história...
Como dizia, Revinu é o ser supremo, formado de sons e cores. Foi ele que criou tudo que existe, mas ninguém sabe como ele fez. Só sabemos que fez, e muito bem feito, por sinal.
Em um momento que se perdeu nas brumas, ele criou Treah, o nosso planeta. E nele, colocou sete raças distintas, para viverem em harmonia...
As sete raças se autodenominam Elementais: os Aquáticos, os Aéreos, os Terrestres (dos quais faço parte), os Foguistas, os Metálicos, os Espíritas e os Míticos. Depois explicarei mais detalhadamente sobre cada uma delas...
O desejo de Revinu, infelizmente, não se concretizou, e nem todas as raças são afáveis e amistosas. Os Foguistas, os Metálicos e os Míticos nem sempre se entendem com os Terrestres, Aquáticos e Aéreos. Mas não pense que nos dividimos em "bons" e "maus". Pois as formas de ver tudo varia, de uma para outra. Deixe eu explicar o básico sobre cada raça de Treah:

1) Aquáticos: são seres cujas peles são em tons de verde e vivem na água. Alguns possuem cauda de peixe e outros não. Alguns tem membranas entre os dedos, como nadadeiras, e outros não. Alguns podem respirar fora da água e outros não. Normalmente, os Aquáticos são alegres como golfinhos e peixes. Mas também podem se tornar perigosos como tubarões...

2) Foguistas: os Foguistas vivem dentro nos subterrâneos mais profundos e não gostam muito de luminosidade. Possuem peles em tons de vermelho e muitos podem encostar em lava e não se queimam. Adoram temperaturas altíssimas e são temperamentais, por serem meio afastados das demais raças...

3) Aéreos: todos possuem peles meio azuladas e pouco peso, sendo que alguns quase flutuam, de tão leves que são. Outros desenvolveram asas e realmente voam, sendo que formam as defesas desse povo. Os Aéreos moram nos lugares mais altos de Treah, onde o ar é escasso. Mas eles não possuem respiração como a maioria e, para eles, isso é bom. As baixas temperaturas também parecem não afetá-los...

4) Metálicos: esse povo também gosta de subterrâneos, mas vive em cavernas perto da superfície, sendo mais avistados que os Foguistas. Mas são frios e sem sentimentos. São governados pela casta dos Áureos, os "homens dourados", e também tem a casta mais fraca que é a dos Brônzicos, os "homens de bronze", que são subservientes...

5) Espíritas: os Espíritas são os Elementais que mais aterrorizam os demais, pois possuem aparências assustadoras: não possuem pele e seus músculos estão quase sempre à vista. Eles vivem em bosques e florestas fechados e frios, e quando saem usam mantos que os tornam quase invisíveis, dando-lhes aparências de fantasmas...Eles se dividem em três grupos: os Depressivos, os Alegres e os Terríveis;

6) Míticos: esses Elementais possuem aparências animalescas, mas são tão ou mais inteligentes que muitos outros Elementais. Há Míticos que possuem escamas, outros que possuem cascos, chifres, couro, pêlos...Eles são os mais "invisíveis" de todos os Elementais, e somente aparecem para quem desejam, o que é um sinal de bênção, para muitos...Dizem que toda a cultura de Treah vem deles;

7) Terrestres: os Elementais aos quais pertenço. Somos os mais numerosos, os que habitam a terra firme, respiram oxigênio e não possuem nem asas, nem escamas, nem rabos de peixe nem nada...Somos os mais poderosos e, ao mesmo tempo, os mais frágeis...

Logo continuaremos....

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Grimórios

"Grima" é uma palavra já obsoleta, cujos significados são: "sentimento de agressividade, rancor ou frustração, ódio e raiva.Sua etimologia provável é “grimms", do gótico, 'horrível'. Daí talvez provenha a palavra "grimório", pois os grimórios, ou grimoires, eram livros de encantamentos, rituais mágicos, de natureza, aparentemente, religiosa, que reuniam fórmulas para fazer contato, invocar e escravizar demônios ou outras criaturas do Umbral.
A palavra portuguesa "engrimanço" (ou ingrimanço) tem o sentido de confusão no falar, linguagem arrevesada, artimanha. Viria do francês arcaico “ingremance" ou (ingromance), de mesmo sentido, sendo considerada alteração ou deformação de nigromancia, feitiçaria.
Bom.. Quanto à etimologia, bem poderia ser uma mistura dos dois vocábulos...
A maior coleção de grimórios que se conhece, são manuscritos sobre pergaminho, do acervo da Biblioteca do Arsenal, em Paris. Estes manuscritos têm sido copiados pelos historiadores e estudantes de bruxaria, principalmente do século XIX em diante.
Os grimórios que circularam durante a Idade Média, geralmente eram livrinhos cheios de ilustrações simbólicas, mas que continham prescrições e ladainhas satânicas.
Na sua maioria, datam do século XVI ao XVIII, embora os seus compiladores afirmassem (e jurassem, se preciso fosse) que os seus conteúdos se baseavam em textos mui arcaicos, de preferência hebraicos, caldaicos ou egípcios...
Bem... Não pretendo entrar no mérito da questão, pois algumas seitas ocultistas bem conhecidas, usam muita coisa “emprestada” dos velhos grimórios medievais.

Entre os mais conhecidos grimórios, destaca-se a Clavícula de Salomão, que parece apoiar-se substancialmente na astrologia e na cabala, e contém instruções, minuciosas e pormenorizadas, para a invocação de anjos e demônios.
O"Grand Grimoire", embora pretenda ser uma transcrição direta de escritos salomônicos sobre o oculto, parece ter sido baseado principalmente em Agrippa, muito mais recente, e inclui até mesmo uma divertidíssima receita, bem faustiana, para estabelecer um pacto infalível com o Diabo.

Circulou também o “Grimório de Honorius, o Grande", o que, na verdade, parece ter sido uma difamação, pois este papa viveu no século XIII, e acredita-se que o tal grimório tenha sido cmposto tardiamente, já no século XVI.
Entretanto, o "Honorius", utilizava elementos extraídos da missa católica, em suas instruções para pactuar com o Diabo
Esta preferência por papas, poderia ser explicada como uma forma de legitimar a magia por personagens poderosos, além de “valorizar” as receitas e, é claro, o livro... Os papas mais visados foram Leão, o Grande, e Silvestre II, qualificados de grandes magos.
O "Honorius", por exemplo, utilizava elementos extraídos da missa católica, em suas instruções para pactuar com o Diabo.
Outro grimório super famoso é o chamado "Os Segredos do Inferno, copiado de um manuscrito do século XVI. Este tornou-se um clássico da literatura infernal e trata dos pactos com os Diabos, mas também da pedra filosofal.
E para não dizer que não falei de flores...
Cito ainda o "Enchiridion Leonis Papae", ou seja, "Manual do Papa Leão",que contém orações misteriosas, supostamente enviadas pelo Papa Leão, como presente ao Imperador Carlos Magno.

Até hoje, estes livrinhos são muito populares e, volta e meia, aparece um deles nas livrarias comuns, compilado por algum doutíssimo erudito, apesar de nada se poder afirmar sobre sua autenticidade. Um bom exemplo disso, por aqui, é o "Livro Vermelho e Negro de São Cipriano"

O Colar da Quintessência

Sábado passado eu ganhei o Concurso de Crônicas de Tellurian, com essa Crônica aqui:

"O COLAR DA QUINTESSÊNCIA

Naquele dia, o Mago Princival tinha acordado com uma estranha sensação de que algo muito importante aconteceria. A noite anterior tinha sido muito agitada, envolvida por pesadelos de todos os tipos e ele, como Mago que era, sabia que tinha algo de verídico em tudo aquilo...
A princípio, ele tinha meditado sobre os pesadelos e se deu conta de que, em todos eles, percebera sempre algo estranho: uma corrente de ouro, com um pingente, em forma de Pentagrama.
Mas ele também notara que o Pentagrama não possuía brilho algum, e algo lhe dizia que ali havia uma resposta. Por isso, ele procurou em seus pergaminhos antigos, algum indício ou pista que o levasse à solução desse mistério.
Após muitas horas de pesquisas infrutíferas, eis que ele encontrou um texto, muito antigo, sobre um amuleto mágico, chamado Pentagrama da Quintessência. Segundo o texto, esse amuleto havia desaparecido, durante muito tempo, e reencontrado tempos depois. Ele tinha sido forjado por um Mago poderosíssimo: Merlin, em pessoa.
Princival sabia que ali estava algo em que pensar: o Mago Merlin, o poderosíssimo Mago Merlin, tinha forjado um pingente em forma de Pentagrama, mas ele tinha desaparecido. Será que o sonho era uma presságio?
Mas, por onde procurar? Tudo era meio estranho...Enquanto pensava nisso, o Mago olhava para a ilustração que mostrava como era o pingente, e percebeu algo: havia alguma coisa escrita no circulo que rodeava o Pentagrama, e nele estava escrito alguma coisa. Forçou a visão, e percebeu que era latim: "Litterae non entrant sine sanguine" ("A letra, com sangue, entra").
Princival pensou muito no que significavam aquelas palavras. Enquanto isso, olhava um mapa, que estava na parede. Foi nesse momento que percebeu o significado: Bludeler era uma ilhota que ficava perto de onde ele estava, mais ao Norte. Bludeler, ou Blood Letter, ou "Letra de Sangue"! Tinha que ser lá!
Na manhãseguinte, o Mago partiu para a Ilha de Bludeler. Lá chegando, começou a procurar por algum sinal que lhe desse uma resposta.
Mas algo lhe dizia que ele teria que fazer um pequeno Sacrifício de Sangue: derramar uma gota de seu sangue, em troca de uma pista. Assim, ele falou palavra antiquíssimas, fez um pequeno corte no dedo e deixou uma gota cair ao solo. Ela caiu e rolou, sem semisturar com a terra, até parar num determinado ponto.
Ali, Princival cavou, e encontrou um RUBI, símbolo do FOGO. Ele sabia que deveria seruma das pedras que deveria estar no pingente.
Em seguida, fez um desenho da ilha, e "visualizou" um Pentagrama.
Pelo desenho, andou em direção Oeste, deu dez passos e cavou, até encontrar uma ESMERALDA, símbolo da TERRA.
Depois, caminhou para Norte, cavou e encontrou um TOPÁZIO, símbolo do AR, e para Leste, onde encontrou uma ÁGUA-MARINHA, símbolo da ÁGUA.
Por ultimo, Princival foi na ponta do "Espírito", e encontrou um DIAMANTE. E no centro do desenho estava o Pingente.
E assim, ali estavam todas as partes em suas mãos. Em seguida, ele começou a colocar cada pedra em seu devido lugar. Mas a cada pedra que encaixava, mais a ilha tremia...Quando colocou a última, que era o Diamante do Espírito, a ilha toda tremeu, uma cratera se abriu, e dela saiu um ser horrendo, gigantesco, todo enlameado.
O ser veio em sua direção, e deu um safanão, que atirou Princival longe. Ele sabia que aquele deveria ser um guardião do Pingente, invocado por Merlin para protegê-lo.
Mas Princival teria que usar sua capacidade de Mago, sua sabedoria, para derrotar o monstro, pois ele era mágico, e força física não o derrotaria. E foi nesse momento que ele lembrou das palavras em latim: "letra" e "sangue". E ele conhecia uma magia chamada "Sanguinum", que usava um amuleto poderoso, para desmanchar outras magias. Ele nunca soube que amuleto era esse, até agora...
Levantando-se rapidamente, Princival apontou o pingente em direção ao monstro e proferiu as palavras do sortilégio. Quando falou a última, saiu um raio do pingente, que iluminou tudo ao redor, e destroçou a criatura...
Princival bateu a poeira de sua roupa, olhou para o pingente, guardou-o em seu bolso, e se encaminhou para sua casa. Seu pensamento sore o que acontecera foi: "acho que alguém queria que eu fosse o novo guardião desse amuleto. Respeitado Mago Merlin, espero ser eficiente, nessa tarefa..."